12.2.07

os dias.

este texto, que não é meu, fez-me ir lembrando da parte imateriável de alguns sonhos que tenho, que são sensações, temperaturas, sabores, cheiros, olhares, sentimentos, o tempo devagar dos dias, bons.

"Gostarmos de trovoada e assistirmos a tempestades deitados de barriga para cima e braços abertos. No chão da sala, em silêncio, de mãos dadas. Às escuras (as velas num canto a tremeluzir, enquanto a chuva bate grossa nas janelas).

Um bom filme, a manta mais quente, Salada de Rucola com Parmesão , Spaggetti "al dente" com Tomate Fresco sem sair do sofá.

Uma garrafa de vinho tinto ao pé da lareira.

Um resumo do dia, o silêncio confortável do amor. Um ataque de riso cúmplice. Os teus discos,os meus livros.Os teus olhos.

Os projectos: ir a Nova Iorque só para namorar em Central Park, como no cinema. Passear em Park Avenue e fingir que se pode comprar tudo. Cair no "Blue Note " e acreditar que aquele saxofone, está de facto, a chorar. Andar muito de táxi, quase tanto como a pé. Assistir a uma missa com coro de "Gospel " no Bronx. A casa com a sala de parede de vidro, com vista para o jardim ( com chão de carvalho onde, juntos, nos podemos deitar a ouvir a trovoada).

A certeza dos beijos e dos abraços e da procura constante do corpo um do outro para adormecer ( ou para apaziguar um pesadelo porque a vida tem tantos).

Croissants com chocolate às 6 da manhã porque a conversa é urgente, tão urgente, e no Sábado podemos dormir a manhã toda ( e depois, sair de casa para almoçar peixe saídinho do mar, daquela mesma praia ).

Voltar a casa.( Nunca mais vais estar sozinho ).

Troveja outra vez. Hoje apetece - me chocolates ( e eles aparecem ). E apetece -me adormecer a ouvir as tuas histórias.

Era isto."


daqui.

1.2.07

"eu sou mãe".

iamos para casa, a minha mãe conduzia-me (fez a marginal muito mais vezes nos ultimos dias do que em toda a vida). andei sem cabeça alguns dias, e conduzir exige um estar presente que eu não estava. dizia-me: é nestas alturas que vemos os amigos que temos. o telefone tocava e tocava. e dizia-me: "eu sou mãe", como se isso me explicasse mais do que o que eu já sei sobre o amor que sente por mim. o telefone tocava e eram amigos da minha mãe e eram amigos meus a saber se correu bem. e correu, obrigada. senti o "buraco negro no tempo", que a maria falava, de uma anestesia estranha, vazia, fria, funda, incontrolável, inatingivel, nada. e não senti quase nada de dor, só medo. voltávamos para casa. agora é comemorar! eu estou bem mãe, agora vai ficar tudo bem. mas "eu sou mãe".

30.1.07

o invisivel.

“(...) Podemos dizer que o amor pelas imagens nos inicia no paradoxal labirinto do invisível, quer dizer, naquilo que nunca será imagem. É bom saber que a ânsia de ver pressente as suas fronteiras.”

João Lopes, Entre as Imagens, 6ª, Diário de Notícias,
19.1.2007

21.12.06

"não há mai nada!"

(para se ler com a entoação da senhora idosa do anúncio do rouxinol faduncho)


20.12.06

19.12.06

livros de cabeceira:

alegoria do património, françoise choay;
não-lugares, marc augé;
elogio da sombra, junichiro tanizaki;
o culto da arte em portugal, ramalho ortigão;
arquitectura: escolha ou fatalidade, léon krier;

cemitério dos pianos, josé luís peixoto

nunca li tanto e tanta coisa ao mesmo tempo como tem acontecido este ano. tenho um monte de livros na cabeceira que todos os dias crece mais uns centimetros, uns porque tem de ser, outros porque é bom tê-los por perto, outros porque simplesmente me viciam. e a sensação de querer lê-los todos e não ter tempo para isso. a novidade de estar a acabar um curso é a pressa de receber toda a informação que não recebemos em todos os anos que passámos, à espera que passassem rápido para chegar ao fim.
e quando se está finalmente a acabar, quer-se que o tempo se demore lá de onde ele vem, porque afinal "até" é bom aprender e há tanta coisa sobre tudo, que não sei nada.

17.12.06

de ti.

despedir-me de ti é quase como arrancar um pedaço cá de dentro, e fica a doer durante a noite toda e o dia todo e a vida toda dos dias todos a seguir.
(choro sempre como se fosse a primeira, a segunda, a terceira... a última vez)

13.12.06

jehro é bom

23.10.06

"(...)quero ser eu, e sem deixar de o ser, ser também os outros, embrenhar-me na totalidade das coisas visíveis e invisíveis, espraiar-me no ilimitado do espaço e prolongar-me no infindável do tempo"

Miguel de Unamuno

2.10.06



um dia destes comecei a fazer este tipo de colares e pregadeiras e tive boas respostas, houve ate quem adorasse! ;)
decidi vender, e pôr aqui no blog talvez ajude! para quem estiver interessado, aceitam-se encomendas, peças personalizadas e feitas à medida, esse tipo de coisas, emailem-me para filipaaantunes@clix.pt!

23.9.06

PERFIL
Gosto de ti como duma fotografia.
Amo as paisagens porque são
o foco onde o teu corpo se ilumina.
És a manhã deitada de perfil.
Perspectiva onde a minha vida
ganha forma e se fixa, de repente.

Albano Martins

15.8.06

...um instante na memória de chegares é mais valioso do que jardins, do que montanhas, do que anos de tempo.

José Luís Peixoto

in "Uma casa na escuridão"

1.8.06

anda cá

anda cá.
porquê?
anda cá, dá-me um abraço.
dá-me uma razão para ir.
é preciso?
é.
hoje enquanto dormias, olhava-te e sonhava-nos, foi a melhor viagem de sempre.
anda cá.

31.7.06

(continuação)...

quando se aproximam acabam sempre por se ferirem, não conseguem evitar, não fazem por mal só que não conseguem fazer de outra maneira

(li nalgum lugar, qualquer coisa assim)

As pessoas são como o porco-espinho...

29.7.06

s.o.s.

o nosso país funciona assim, mandam-nos de um lado para o outro e ninguem sabe de nada. fui com uma amiga e um amigo dela dar sangue ao ipo ha uns tempos, como ja esperava não me deixaram, mandaram-me para o hospital d.estefania porque com o meu peso tinha de ser lá e tal. chegando la ninguem sabia que historia era essa de poder dar la com o meu peso, simplesmente não posso dar sangue com menos de 50 kg e ponto final. não consegui, senti-me frustrada porque tinha criado algumas espectativas (a mim, e à senhora do serviço de sangue, que tinha cara de quem não vê gente a entrar por aquela porta com muita frequência), não sou forte o suficiente para renovar o meu sangue e dar a quem precisa! não deve ser bem assim mas enfim... no dia em que pesar mais uns quilinhos acho que vou ficar feliz por essa unica razão: finalmente poder dar sangue que é tão preciso nos nossos hospitais!

Boa viagem a quem se vai fazer ao caminho para cabo verde amanha, à procura de ajudar quem precisa!

26.7.06

cheiro



cheiro. de escrever o teu nome numa árvore
e nela te procurar a alma por dentro de todas as coisas.
e falar com uma arvore como se fosse alguem!
sentada no chão da terra a sentir nas mãos
de olhos fechados, a minha voz.
tenho esta imagem de vontade.
apetecia-me 21 dias debaixo de uma arvore
em jejum feita mikao ussui ou simplesmente
um campo para correr de braços abertos
em pleno verão.
talvez seja por sentir falta deste cheiro.
qualquer coisa amarela com sabor a fim de tarde
e cor de maçã, das encarnadas. e campo.
e solidão. e voltar a essa arvore noutro dia quente
e descobrir as cumplicidades tatuadas
naquele chão, naquela casca, naquele chão, naquele cheiro.

boas férias! :)

20.7.06

"Ela gostava de fios. Fios tecidos sem dizer. Invisíveis. Às vezes visíveis. Fios de seda. Ou algodão. Fios como riscos em folhas brancas. Ou gotas de chuva que escorrem no vidro. Fios de desejo. Ou de saudade. Fio de prumo. E do horizonte. Um fio de lã vermelha a percorrer um livro. Um fio de água a matar-lhe a sede. O fio de Ariadne. O fio de uma vida inteira. No fio da navalha. E a vida dela por um fio..."

Abel

9.7.06

se eu me apaixonasse por ti e se soubesse desenhar todos os pontos que te fazem, se eu soubesse amar-te e se conseguisse descobrir-te no meio de qualquer lugar, se fosses tu a luz dos meus dias e se por te ter fosse sempre verão na vida ao acordar, se eu ficasse vazia ca dentro cada vez que dissesses adeus e se eu soubesse de cor o sorriso que fazes quando acordas, e o teu cheiro, e o teu cheiro nas coisas todas todas de mim, se eu sentisse o teu toque de olhos fechados e quando me tocasses fosses o que resta no mundo, se eu morresse devagar por te perder...

17.5.06

dias

tenho sono. já é tarde. tenho ideias e tenho preguiça de as trazer ca para fora. as horas passam e eu fico. ha uns dias senti-me velha, gosto de me sentir criança. tenho ido a aniversarios imensos e parabéns a todos os amigos que fazem anos neste mês concorrido. hoje é a teresa lá da turma. trabalho para ganhar dinheiro enquanto um policia me bloqueia o carro. sinto vontade de viver noutro país que não portugal. trouxe barcelona ca dentro e deixei-me aos pedaços pelas ruas cruzadas cruzadas de cerdá, e fiz 22 anos que já é idade de merecer um determinado respeito. sinto vontades. tenho um tapete parecido com o do alladin mas em azul, que o meu irmão me trouxe da india. a ana comoveu-me. e as palavras do mário também. sinto falta de coisas que me preencham os dias de maneiras mais quentes. mas sou feliz. levo a minha mae à praia e vou para as aulas marcar presenças. de vez em quando algumas coisas fazem sentido. viver em arvores? volumes que sobrevoam o espaço e enchem o vazio de buracos ao contrario no ar. nascem das arvores e amarram-se a elas. gente louca nas prisões de s.paulo. fitas por escrever. quero viajar. e ouvi dizer que "quero" é a palavra associada ao meu signo. saudades de mim a fazer algum voluntariado. e tenho sono.

12.5.06

custou-me muito ouvir-te chorar amiga. e não ter as palavras certas para te fazer o bem que precisas! tão dificil confortar o vazio da partida!
sabes, tb hoje me apetece chorar ca por dentro. são dias assim, são dores assim que nos fazem saber ser fortes. quero que saibas por palavas escritas universais, como ja te disse o grande orgulho que tenho em ti. es a pessoa mais forte que eu conheço, resistente, tambem.

3.4.06

parte de mim

Onde estiveres, eu estou
Onde tu fores, eu vou
Se tu quiseres
Assim,
O meu corpo é o teu mundo,
Um beijo um segundo,
E és parte de mim.
Para onde olhares
Eu corro,
Se me faltares
Eu morro
Quando vieres,
Distante
Solto as amarras,
E tocam guitarras por ti como dantes.
Agarra-me esta noite,
Sente o tempo que eu perdi,
Agarra-me esta noite,
Que amanhã não estou aqui,
Agarra-me esta noite,
Sente o tempo que eu perdi,
Agarra-me esta noite,
Que amanhã não estou aqui.

2.4.06

1.4.06

alguém?

pois é, o meu blog está um bocado sem vida e isso não é mais do que o reflexo da minha própria realidade em altura de entregas de trabalhos! hunf!
enquanto isso no outro dia surgiram-me 2 dúvidas, a primeira é sobre o novo anuncio da Oni: afinal o que são umas púrpurinas?? (é capaz de fazer parte da minha adolescência e este nome de qualquer coisa entusiasmante me ter passado ao lado .....) a segunda dúvida é porque razão os tallhantes envergam uma farda igual à dos médicos, correndo o (grave) risco de serem confundidos na rua....alguém?!

15.3.06

este é sem dúvida...

.... o PIOR videoclip de sempre, o que me leva a crer que o senhor mitch realmente bateu com a cabeça em qualquer lado.... vejam isto

10.3.06

(soneca)

"se souberes onde queres chegar, chegas lá primeiro"

hoje li esta frase, que pertence a uma exposição de fotografia sobre a india que se encontra no centro de interpretação ambiental da ponta do sal em s.pedro do estoril. não entrei na exposição mas pareceu gira, talvez por ser da india e a india me atrair por razões desconhecidas.
mas a frase, faz tanto sentido em tanta coisa!
(incluindo no projecto que me faz estar a trabalhar por estas horas!)

8.3.06

Ali Farka Touré.


este senhor não conheci numa música mas sim num filme: residência espanhola. confesso que não conheço muito da sua biografia a não ser que teve 11 filhos, que era presidente de uma câmara de uma cidadezinha nas profundezas do Mali e que o mundo do espectaculo não era o que mais o atraía. comprei o album que gravou em parceria com Ry Cooder, "Talking Timbuktu" e, apesar dos sons se poderem tornar um bocadinho repetitivos, ouvi este cd até à exaustão. este senhor tocava guitarra como ninguém. é um estilo de música do mundo que é do mundo porque tem o dom de nos levar a milhares de lugares que estão por dentro de nós e que nem conhecemos ainda. como se fechassemos os olhos e fossemos levados por ali, para aquele lugar novo, perdido no cantinho de nós e que é tão grande porque nos transporta para onde quisermos ou para onde os nossos sonhos ainda nem inventaram.
tive pena de não o ter visto no verão passado, porque veio cá e foi a última vez. morreu ontem, segundo ouvi hoje na rádio. mas é da imortalidade dos grandes nomes que vive a nossa história, e a música tem essa vantagem de tornar imortal quem a faz.
(ao som de talking timbuktu!)

7.3.06

conheci-a por uma música da adriana calcanhotto (eu e meio povo de certeza!), na música falava de cores, de formas de vida, naquele estilo baralhado e limpo da adriana. as cores fizeram-me procurar a obra da Frida. passado uns tempos veio o filme e o filme marcou-me imenso. como se assumisse para mim as fridas da Frida. agora vou procurar naquelas telas pedaços de uma vida sofrida, marcados em cada traço das suas pinturas com as cores de dias felizes. vou procurar entrar no filme daquela vida e diluir-me nele por instantes.
a exposição da obra de Frida Kahlo para ver (-urgentemente-) no CCB.

uma frase que adoro na sua auto-biografia: "pinto a mim mesmo porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor"

"quem quer que haja construído um novo céu, só no seu próprio inferno encontrou energia para fazê-lo!" Nietszche

24.2.06

"Era o silêncio sobre a terra. O mundo estava preparado. No seu lugar, cada objecto esperava o início. O sol esperava. O mundo estava preparado e suspenso.

Ele e ela caminhavam na rua. Pensavam em qualquer coisa que não era nem a terra, nem o sol, nem julho. A rua ficou deserta quando se aproximaram. Esqueceram aquilo em que pensavam. E o lugar das ideias que tinham ficou vazio de tudo menos daquele instante igual, a divisão de um instante, um instante espetado dentro de um instante, o mesmo ponto de tempo em que olharam um para o outro. Dentro daquele momento, como dentro de toda a eternidade, aquele foi um ponto de tempo feito de terra e de sol e de julho. E o tamanho da terra entrou pelos seus passos. E o sol entrou pelos seus olhares. "

José Luís Peixoto, Antídoto, Aquilo que Invade os Homens

22.2.06

de comboio

ando com uma vontade imensa de....

...viajar por aí.

Novidades das últimas semanas:
O meu computador ficou pronto num instante, está optimo de saúde e estou satesfeitíssima com a eficácia da assistência técnica da HP.
As frequências acabaram. ufaaaaaaa!
Faltam saber duas notas mas as outras foram boas, tirando um zero a geografia. Paguei 30 euros (eu e mais 20 pessoas) à universidade lusíada para que esta nota fosse revista, sem que isso tivesse qualquer efeito. a professora tem uma personalidade engraçada que me disperta uma certa veia terrorista... distribui zeros a quem acha que desconfia que usou expressões iguais às da sebenta, sem sequer corrigir as frequências por completo.
Fui ver o "à manhã", a primeira peça escrita por José Luís Peixoto, e digo a primeira porque de certeza que não será a única. achei fabulosa, com pormenores espectaculares daquilo que é o nosso país por dentro, e sempre com aquilo que é do José Luís Peixoto a aparecer nas entrelinhas.
O sporting ressuscitou e acordou os adeptos meio adormecidos como eu! :)
Deve haver mais novidades... mas agora vou jantar porque o meu horário de faculdade não permite hora de almoço como gente grande e a pessoa fica com fome!

ah! adoro o anúncio da criança dos "porquês" sem fim à mãe, transporta-me à infância assim a grande velocidade. e adoro o novo videoclip do David Fonseca.

ah outra vez! a hora do meu blog está mal va-se la saber porquê. são 19h23m.

coisas de mãe na meia idade :)

(porque recebi este email da minha mãe, sobre as mulheres.)

SOMOS PERFEITAS!!!

Não ficamos carecas...

Temos um dia internacional...

Sentar de pernas fechadas não doi...

Podemos usar tanto rosa quanto azul...

Sabemos sempre que o filho é nosso...

Temos prioridade nos botes salva-vidas...

Não pagamos a conta. No máximo dividimos...

A programação da TV é 90% voltada para nós...

Somos os primeiros reféns a serem libertados...

A idade não atrapalha nosso desempenho
sexual...

Podemos ir para o trabalho de bermudas e sandálias...

Se somos enganadas, somos vitimas; se enganamos, eles são cornos...

Podemos dormir com uma amiga sem sermos chamadas de lésbicas...

Somos capazes de prestar atenção a várias coisas ao mesmo tempo...

Mulher de embaixador é embaixatriz; marido de embaixadora não é nada...

Não nos desesperamos em frente a um campo de relva com 1 bola e 22 mulheres...

Somos monogâmicas (embora precisemos testar vários homens par achar um que valha a pena)...

Mulher de presidente é Primeira-Dama; marido de "presidenta" é um zero à esquerda, mesmo que ele seja de direita...

Nosso cérebro dá conta do mesmo serviço, mesmo com 4 biliões de neurónios a menos, ou seja, nossos neurónios são mais eficientes.

Se resolvemos exercer profissões predominantemente masculinas, somos ''pioneiras", mas se um homem resolve exercer uma profissão tipicamente feminina, é bicha...

E por último: Fazemos tudo o que um homem faz, e de SALTO ALTO!


enfim, SOMOS UM SHOW!!!!!!!

2.2.06

ate já

Caros amigos, este blog tem sido alvo de algum descuido por parte da minha pessoa, devido ao facto de andar em exames/ entregas e o tempo escassear, aliado à doença que afectou o meu portatil. Pois é, com 1 ano de vida e já se encontra a querer falecer. Como eu até cuido bem dele, antes que faleça de vez vai já ser internado na HP. e este é um adeus provisório do bichinho, para a semana estará de voltar ao meu lar, esperemos que de boa saúde. :)
até lá, bons exames, bons trabalhos, bons teatros, bons filmes, boas vidas!!

19.1.06

ja taaaa ;) obrigada janica- para quando um filmezinho com pipocase tudo? :D

mas alguem me sabe explicar por ventura porque é que as coisas que deveriam estar ali
---------------------------------->

estão ali
I
I

I
I
I

I
I
I
I- ->

13.1.06

há lugares que são abraços...



...e este vai ser de certeza um deles! ;)

"ao som da chuva"


para ti que fazes os meus dias azuis azuis da cor do mar do mar azul do céu das tardes do inverno dos dias azuis em que me sinto cheia. para ti que me embalas num abraço que não acaba e acaba por dentro porque o lugar dos sonhos está cá dentro de dentro de nós. só porque sim: obrigada.

(ao som da Chuva:
"Há gente que fica na história
da história da gente")

10.1.06

hoje aprendi outro pensamento:
"Tudo o que não se dá... Perde-se!"

(saudades de mim, assim quando não tenho tempo p ter tempo, para os outros.)

porque onde li esta frase li também a vontade de ajudar os outros.
tenho saudades desse tempo que se ganha e que faz os dias valerem ainda mais a pena! :)

3.1.06

pensamento do ano novo (para não fugir das massas):


fotografia de silvia antunes

-"o caminho faz-se andando".

29.12.05

eu senti eu senti

uma pessoa está de férias e passa os dias a fazer escadas e lajes e paredes e fundações em auticad. ah pois é....
hoje acordei com desejos de ouvir o "rosa e vermelho" da Susana Felix, não sei bem porquê, é daquelas coisas que não se percebem muito bem! (por falar nisso, -nekas, já me devolvias esse cd.....(para ser lido assim a modos que a subir o tom))
ontem enquanto fazia escadas e lajes e paredes e fundações (cheia de motivação porque afinal de contas, estou de férias!!) a minha cama tremeu toda e as paredes tremeram e as coisas fizeram barulho a mexer-se (o que tornou tudo muito mais real) e eu morri de medo. mas milésimos de segundos depois, e porque eram 4h ou 5h da manha, pensei que talvez fosse do sono e que estiva a ter alucinações. hoje quando acordei estavam a falar nisso na televisão, afinal houve mesmo um sismo!! é bom quando sentimos que não estamos a ficar loucos. experimentei uma sensação nova e não gostei, é completamente out of control. assusta... bolas!
Vou hoje para sagres, este ano vai ser calminho! =D

FELIZ ANO NOVO PARA QUE ME LÊ
(e para os outros também:))

"que o melhor de 2005 seja o pior de 2006"

24.12.05

diz qué Natal

"Amar assim, no fundo de mim
é mais
que mais
que demais
nada me satisfaz
até arder até ao fim
um ser faminto
um oceano dentro explodindo
por mais e mais e mais
infinitamente mais
tudo o que o amor for capaz
até romper
até ao fim
habita alto o divino
e fundo consumindo
gota a gota sopro e sangue
choro amante
eternamente
aperta fundo e profundo
dentro e corroendo
pouco a pouco
queimando louco
para sempre
amor é tudo
amor é nada
amor é asas
amor é momento
amor é sede
amor é água
amor é mundo
amor é alimento
amor é corpo
amor é alma
amor é magia
amor é do vento
eternamente
eternamente
amor é..."

do novo album da Sara Tavares

23.12.05


olhares 2


Algures no metro de Londres.

(é este o tipo de registo do senhor.)

22.12.05

olhares

encontrei alguém que já fez uma das coisas que gostava de ter sido eu a fazer: isto.
retratos do mundo vistos la por baixo. as gentes. vale a pena ver!:)

tropecei agora nesta frase:

"A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida."

(Vinicius de Moraes)

vinicius faz-me sempre rir e pensar e amar.
e de repende lembra-me um concerto que faltei este mês, do qual de certeza perdi mais do que ganhei em não ter ido, a GRANDE paula morelenbaum e o seu "berimbaum" de homenagem a vinicius!

da-se recompensa

a quem encontrar por aí a minha dezena da sorte.

21.12.05

perdi a sua dezena avó. desculpe-me. ainda não consegui parar de chorar. quando a avó morreu agarrei-me a este seu simbolo como uma força, e agora perdi-a, sinto-me mal com isso. se a encontrar vai ser o melhor presente de Natal.

19.12.05

a outra jana



esta é a fotografia do ano da UNICEF, a
imagem é da autoria de David Gillanders, e retrata Jana, uma criança ucraniana.
a outra jana, o outro mundo.

O António

hey fiz dois anos de carta dia 16 de dezembro. :) deve ser uma data importante, pelo menos quando tirei a carta parecia-se o dia mais importantes das nossas vidas! entretanto faço zapping pela TVi e oiço anunciar "terça-feira Portugal vai parar para saber quem matou o António." ora bem, primeiro: quem é o António? segundo: terá o assassino do António mais importância do que o primeiro "debate" entre Cavaco Silva e Mário Soares para as presidenciais? (vou ter curiosidade em ver as audiências do meu Portugal depois deste dia.) terceiro: há mais um mês parece-me que andam a anunciar o fim desta novela. mas porque é que ainda não acaboooou e mais o António e o António?? quarto: terá mesmo o assassino do António mais importância do que um Sporting-Rio Ave? as perguntas ficam no ar à espera de melhores dias.

18.12.05


"Eu olhava o rio e sentia a presença do rapaz ao meu lado, o som quase silencioso da sua respiração, as palavras incompreensíveis das águas. Nesse primeiro dia, não falámos. Conhecemo-nos. Um do outro, soubemos que existíamos. O céu também existia. O rio também. O céu era infinito quando, por acaso, olhávamos para ele. O rio era talvez uma vida a passar. Nesse primeiro dia, acreditámos que o rio era talvez uma vida a passar. Estávamos sentados um ao lado do outro. O rio levou a manhã consigo. Levantei-me e saí. Ele ficou. Não falámos. Ao sair, os meus passos na terra e o peso do seu olhar sobre mim."


José Luís Peixoto

15.12.05

para sempre

é dificil tocar as palavras
quando toda sou de sentidos
gostava de conseguir encontrar-te
na subtileza do tempo a existir
não sei se o sentido é procurar-te
mas sei que espero em toda a parte
abstracta, sonhadora, até despertar.
vou tomar conta de ti
es o espelho espelhado sincero de mim

8.12.05

=)

fazes um ano,
PARABÉNS BLOGUINHO!!!!!!!!!!!
e eu nao te tenho ligado nenhuma. desculpa, tenho andado com tanto trabalho. mas tanto... e nao é desculpa!!

ouve bem: quero que continues a ser o meu diário por muitos mais anos de vida. :) e obrigada por estares sempre aqui. mesmo quando não te dou a atenção que mereces. é como se o tempo tomasse conta das coisas. tenho pensado nisso, como o tempo toma conta das nossas coisas como se fossem dele e nós vamos deixando. passa a correr. se faz um ano que existes e se eu comecei a escrever no dia a seguir a fazer 6 meses que a minha avó foi para o céu, ontem fez um ano e meio. e fui a missa com a minha mae porque o meu avô estava lá sozinho. claro que chorei porque choro sempre naquela igreja. e sempre me lembro de tantas coisas. e é isso que tenho pensado e me assustado, o tempo passa a correr e vai limando os sentimentos e as lembranças, vai deixando só o que é bom, e vai levando tantas outras coisas que nem damos por elas as vezes.

diário: estou feliz.

parabéns a ti que és todos os lugares da minha vida, porque és eu e eu sou todas as tuas palavras.
(...)

30.11.05

"um dia gostava de..."

e porque nem tudo é pera doce, e porque nem todos nascemos com as mesmas condições (sorte a nossa que temos este previlégio de crescer na parte do mundo mais "endinheirada"!) deixo aqui um link com imagens impressionantes sobre os contrastes de condições, saude, conforto, riquesa, do mundo. "um dia gostava de..." poder fazer qualquer coisa, mudar esta imagem das gentes, mudar esta pobreza estrema que parece existir tão longe das nossas casinhas quentinhas! ter certezas da diminuição do numero de mortes por segundo que existem pela pobreza. chamar as massas a sairem para a rua, a abrir os olhos ao que as rodeia. ja comecei por mim e por me deixar impressionar com o mundo a minha volta. é importante não vivermos fechados nas nossas capsulas de trabalho-casa-trabalho-amigos-trabalho...etc. sentir as pessoas e o desconhecido é importante.

mas absolutamente feliiiz!

"If you see someone without a smile, give them one of yours"

absolutamente cansada!

25.11.05

24.11.05

e em som.

23.11.05

DE GUTENBERG A PIMPINHA

Esta é uma crónica de Nuno Markl sobre o artigo que Pimpinha Jardim fez
relativamente a uma Cruzeiro a África... Está qualquer coisa!!

"Johannes Gensfleisch Zur Laden Zum Gutenberg. Nascido em 1398.
Presume-se que tenha falecido a 3 de Fevereiro de 1468. Um operário
metalúrgico e inventor alemão, a quem se deve, na década de 1440, a invenção da imprensa.
O poder da criação de Gutenberg seria demonstrado em 1455, ano em que o
inventor editaria a famosa Bíblia em dois volumes.

Sim, a Bíblia de Gutenberg tornou-se num marco notável na História das
palavras impressas. Até ao passado fim-de-semana.

No passado
fim-de-semana, o semanário português O INDEPENDENTE publicou,
discretamente, no seu suplemento VIDA, uma coluna de opinião da autoria

de Catarina Jardim. Quem é Catarina Jardim? Nada mais, nada menos do
que a popular Pimpinha Jardim. Que fica desde já a ganhar a Gutenberg
neste ponto – Gutenberg não tinha nenhum nome de mimo. Ele era capaz de
gostar de ter um nome de mimo – não deve ser fácil ser Johannes
Gensfleisch Zur Laden Zum Gutenberg – mas creio que ainda não era muito
comum, na Alemanha do século XV, atribuirem-se nomes de mimo. Muita
sorte se alguma das namoradas lhe chamou alguma vez JOGU, o único diminutivo aceitável de Johannes Gutenberg.
E mesmo assim não é muito aceitável, porque soa demasiado próximo a
iogurte, e isso é uma indústria completamente diferente daquela na qual
Gutenberg se movia.

Voltemos então a Catarina Jardim e à sua coluna no jornal. O título do
artigo é TODOS A BORDO, e trata-se – como o nome indica – de um relato
detalhado sobre um cruzeiro a África que a jovem fez.

Ela diz, no início "O cruzeiro a África foi uma loucura, pode mesmo
dizer-se que foi o cruzeiro das festas – como alguns dos convidados
chamavam ao navio em que Luís Evaristo nos presenteou com MAIS UM BeOne
on Board". Gosto da maneira como ela fala, sem explicações nem perdas

de tempo, de pessoas e iniciativas sobre as quais boa parte dos
leitores não faz a mínima ideia quem sejam ou no que consistem. Nada
contra – isto faz com que qualquer leitor se sinta cúmplice e
rapidamente imerso no universo Pimpinha. Adiante.

Ficamos a saber que ela esteve em Tânger, e que a experiência foi,
possivelmente a mais marcante da vida desta jovem. Passo a ler o que
ela
escreve:

"Tânger é bastante feia, muito suja e as pessoas têm um aspecto
assustador."

Nunca fui a Tânger, mas já fui a sítios parecidos e subscrevo
inteiramente as palavras de Pimpinha. Malditas pessoas pobres, que só
estragam o nosso planeta com a sua sujidade e o seu ar assustador! É
preciso ser-se mesmo ruim para se escolher ser pobre, quando se pode ser tão limpo e bonito.

Quando se pode ser, em suma, rico.

Eu penso que a Pimpinha acertou em cheio na raiz de todos os problemas

mundiais da pobreza. Andam entidades a partir a cabeça em todo o mundo
a pensar nisto, andou a Princesa Diana a gastar tantas solas de sapatos
caros a visitar hospitais, capaz de apanhar uma doença, quando nós
temos a Pimpinha com a solução. Se calhar basta lavar estas pessoas, e
talvez – acompanhem-me neste raciocínio; Pimpinha vai ficar orgulhosa
de mim – se calhar basta lavar estas pessoas, e em vez de gastar rios
de dinheiro a mandar comida para África, porque não os Médicos Sem
Fronteiras passarem a andar munidos de botox. Botox!
Reparem: não é fazer cirurgias plásticas a toda esta gente feia que
vive nestes países, porque isso seria demais. Mas, que diabo – botox?
Vão-me dizer que não é possível ir de vez em quando a estes sítios e
dar botox a estas pobres almas? Como o mundo ficaria mais bonito.

Adiante. Pimpinha desabafa, dizendo, sobre as pessoas de Marrocos,
"apesar de já ter viajado muito, nunca tinha visto uma cultura assim –
e sendo eu loura, não me senti nada segura ou confortável na cidade".
Talvez. Mas vamos supor que trocavam Pimpinha por, vamos supor, 10 mil
camelos. Era um bom negócio para o Independente. Dos 10 mil, escolhia,
vamos lá, 2 para passar a escrever a coluna – o que poderia trazer
melhorias significativas de qualidade – e ainda ficava com 9 mil 998. O
que, tendo em conta que Portugal está a ficar um deserto, pode vir a
revelar-se um investimento de futuro.

Pimpinha prossegue: "Já em segurança, animou-me a festa marroquina, com
toda a gente trajada a rigor".

Suponho que, para a Pimpinha Jardim, "uma festa marroquina com toda a
gente trajada a rigor", tenha sido assim tipo uma festa de Halloween,
tendo em conta que os marroquinos são – como a colunista diz umas
linhas acima – gente feia como nunca se viu.

Adiante. Ela diz: "A seguir ao jantar, mais um festão que voltou a
acabar de madrugada". Calma – esclareçam-me só neste aspecto, para eu
não me perder. Portanto, houve uma festa, não é? E a seguir, outra
festa. OK. Uma pessoa corre o risco de se perder nestes cruzeiros, com
toda esta variedade de coisas que acontecem.

Diz Pimpinha: "Desta vez não deu mesmo para dormir já que fomos
expulsos dos camarotes às 9 da manhã, para só conseguirmos sair do
navio lá para as
14
horas. Tudo porque um marroquino se infiltrara no barco e passara uma
noite em grande, uma quebra inadmissível na segurança".

Ora bom. Ora bom, ora bom, ora bom, ora bom.

Portanto, aqui a questão é: viagens a Marrocos e festas com pessoas
vestidas de marroquinos, tudo bem. Agora, se pudessem NÃO ESTAR LÁ os
marroquinos, isso é que era jeitoso. Malditos marroquinos, sempre com a
mania de estarem em Marrocos. E como é que acontece esta quebra de
segurança? Eu compreendo o drama de Pimpinha. É que o facto da
segurança deixar entrar um estafermo marroquino vestido de marroquino,
numa festa com gente bonita vestida de marroquina, isso só vem provar
que, se calhar, os amigos da Pimpinha não são assim tão mais bonitos do
que essa gente feia de Marrocos. E isso é coisa para deixar uma pessoa
deprimida. Temos nós a nossa visão do mundo tão certinha e de repente
aparece um marroquino e uma brecha na segurança… Enfim – nada que uma
ida às compras não resolva, ao chegar a Lisboa, certo, Pimpinha?

Adiante. Diz Pimpinha: "Já cá fora esperava-nos um grupo de policias
com cães, para se certificarem de que ninguém vinha carregado de
mercadorias ilegais – e não sei como é que, depois de tantos avisos da
organização, ainda houve quem fosse apanhado com droga na mala!"

DROGA? NUMA FESTA DO JET SET PORTUGUÊS? NÃO! COMO? NÃO. Recuso-me a
acreditar. Deve ter sido confusão, Pimpinha. Era oregãos. Era especiarias.

Pimpinha Jardim declara: "Mas o saldo foi bastante positivo. Aliás,
devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes".

Gosto desta Pimpinha interventiva. Sim senhor, diga tudo o que tem a dizer.
Faça estremecer o mundo. E com assuntos que valham a pena. Aliás, era
capaz de ser uma boa ideia escrever um e-mail ao Bob Geldof a tentar
fazê-lo ver que essa história de organizar concertos para combater a
pobreza em África… Para quê? Geldof devia começar era a organizar
concertos para chamar a atenção do mundo para a falta de cruzeiros com
festas. Isso é que era. Mania das prioridades trocadas. Que maçada.

Mesmo no final, a colunista remata dizendo: "Devia haver mais gente a
arriscar fazer eventos como estes – já estamos todos fartos dos
lançamentos, "cocktails" e festas em terra".

Aprecio aqui duas coisas: a utilização do "já estamos todos", como se
Pimpinha voltasse a acolher o leitor no seu regaço como que dizendo:
"Sim, tu és dos meus e também estás farto de lançamentos, ‘cocktails’ e
festas em terra. Excepto se fores marroquino, leitor. Se for esse o
caso, por favor, exclui-te deste ‘todos’ ou então vai tomar banho antes, e logo se vê".

Depois, é refrescante saber que Pimpinha está farta de lançamentos,
‘cocktails’ e festas. Eu julgava que nos últimos dias a tinha visto em
cerca de 250 revistas em lançamentos, ‘cocktails’ e festas, mas devia
ser outra pessoa. Só pode ser. Confusões minhas.

Em suma: finalmente, há outra vez uma razão para ler O INDEPENDENTE
todas as semanas. Tardou, mas não falhou. Pimpinha Jardim é a melhor
aquisição que um jornal já fez em toda a História da Imprensa mundial."

21.11.05

do barulho e do silêncio

os sigur rós sabem bem a importância do silêncio. e da ausência.
é pela ausência que procuramos o que nos enche,
é pelo silêncio que encontramos as palavras certas.

(o público fica sem saber o que fazer perante o silêncio, reagimos mal à falta de certezas.
foi giro.)

9.11.05

as artes


(praça libertats, de Chillida)

gosto da escultura que é arquitectura. :)


hoje ao ouvir um professor a falar apercebi-me de uma realidade da nossa sociedade. temos tendência a estereotipar maluquinhos e utópicos a todo o tipo de artista que nos rodeia.
a grande diferença entre as ditas profissões mais "normais" e as profissões artísticas é que a arte é um constante pensamento e interrogação do mundo que nos rodeia, diferenciamo-nos dos outros quando somos obrigados a não caír em rotinas, quando somos obrigados a pensar na nossa realidade e a repensa-la de uma maneira melhor. quando temos nas nossas mãos alterar realidades e mentes.

quando vi um filme/documentario chamado "Baraka", chorei. e o filme é tão só imagens do mundo virgem e da natureza em contraste com o mundo que os homens criaram. comove a destruição e dá vontade de parar.

gosto quando a arte faz bem ao mundo. foi por isso que escolhi representa-la, à minha maneira.

3.11.05



"Desde el espacio
con su hermano el tiempo
bajo la gravedad insistente
con una luz para ver como no veo.
Entre el ya no y el todavía no
fuí colocado.
El asombro ante lo que desconozco fue mi maestro.
Escuchando su inmensidad.
He tratado de mirar, no sé si he visto."

2.11.05

tou cansada!
hoje sabia-me bem o seu colinho avó....

30.10.05

tenho saudades do azul da manha

tenho saudades do azul da manha.
e tenho saudades de alguns dos bons amigos:
maria, té, mafalda, ana, guida, ju, janica, cuca, bento, pedro (parabéns!!!!), jana, margarida, nekas, wicca, ines torres, pedro arriaga. pessoas que são parte de mim e das quais o tempo me vai afastando sem querer.
não quero. não vos quero perder. não me quero esquecer que os amigos são o melhor da vida. não quero ser mais uma máquina de trabalho e de tempo e sem memórias. quero dizer sempre que vos adoro, como adoro imaginar-vos nos vossos dias felizes. e quando vos mando abraços em silêncio. torço por voces. é porque a vida é um tempo que corre e leva tudo à frente. e nós corremos com ele, sempre à espera dos dias melhores, dias de tempo cheio amigos. são voltas imperfeitas de dias que não escreveria no meu livro. bom é saber que as melhores páginas são vividas com voces. desculpem-me o tempo que me foge sem que eu queira.
gostava de poder abraçar todas as pessoas que gosto todos os dias antes de dormir:
acordar a saber-vos felizes no azul da manha.

29.10.05

Signos a atravessar uma rua...

Porque é que o Carneiro atravessou a rua?
Certamente para ficar na tagarelice com alguém que estava do outro lado do passeio.

Porque é que o Touro atravessou a rua?
Ora, porque teimou que tinha de o fazer...

Porque é que o Gémeos atravessou a rua?
Se nem ele sabe, como é que eu hei-de saber?

Porque é que o Caranguejo atravessou a rua?
Porque se sentiu só e abandonado deste lado de cá.

Porque é que o Leão atravessou a rua?
Para chamar a atenção, aparecer na televisão, nos jornais, revistas, etc.

Porque é que o Virgem atravessou a rua?
Bem, atravessar, atravessar, ainda não atravessou porque
primeiro tem que medir:
a) A largura da rua.
b) A velocidade dos carros.
c) Se a experiência é válida.
d) Qual será a melhor hora para atravessar, etc.

Porque é que o Balança atravessou a rua?
Não chegou a atravessar. Pediu boleia e foi de carro.

Porque é que o Escorpião atravessou a rua?
Porque era proibido.

Porque é que o Sagitário atravessou a rua?
Porque é um senhor, quis e apeteceu-lhe.

Porque é que o Capricórnio atravessou a rua?
Na verdade ele estava era a tentar suicidar-se por atropelamento.

Porque é que o Aquário atravessou a rua?
Porque para ele representou uma experiência criativa que
trará incontáveis avanços tecnológicos no futuro da humanidade.

Porque é que o Peixes atravessou a rua?
Porque proporciona à rua o único momento interessante,
criativo e cheio de acção.

26.10.05

as pessoas felizes são mais felizes.

estou a trabalhar no hospital amadora sintra. fazemos inquéritos a quem sai de algumas consultas ou de internamentos ou de urgências. e estar lá todos os dias implica conhecer de cor aquelas paredes e as estórias que as fazem. as pessoas que as trazem. aprendi ou reforcei que: os médicos em portugal, no geral, são óptimos e incansáveis; para um médico ou um enfermeiro ou um auxiliar é quase tão (ou mesmo mais) importante ser boa pessoa do que saber demais da profissão; há pessoas (a maior parte velhinhos que estão sozinhos) que são dependentes de hospitais e de médicos; os portugueses nunca estão satisfeitos com nada, mas raramente se mexem para tentar mudar alguma coisa; adoro velhinhos queridos; trabalhar é bom, vida de hospital cansa fisica e psicogicamente.
depois, quando estou cansada e só me apetece ir embora, aparece-me alguém com um sorriso na cara, por mais doente ou no pior estado que esteja, a vida é mais fácil assim. as pessoas felizes são mais felizes.

24.10.05

"Les Poupées Russes"



na sequência da Residência Espanhola: "As Bonecas Russas", próximo filme a ver.... :)

22.10.05

era aqui...


(quando desenhei a té)

21.10.05

gosto


quando os dias são assim




(P A R A B É N S MARIA!!!!!! és a pintarolas da minha vida! :))

20.10.05

Traduzir-se




Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?


Ferreira Gullar

17.10.05



O tamanho do teu nome
Quase já não se nota
Na estrada onde caminhas
Já não sei onde mora
A cor do sol
Pela estrada onde caminhas
As curvas entornam-nos
Sucessivamente.

Daniel Faria

dilema do dia:

o que é um espaço público?
o que é um espaço privado?

(são assim as aulas de quem quer ser arquitecto...)

12.10.05


era disto que me apeteca hoje...

11.10.05

"sacerdotes sacertodes raeeeza raeeeza".

o B. era como se fosse uma criança que nunca tinha crescido nem devagarinho como nós. eu gostava disso nele, era como um peter pan, tinha o brilho nos olhos dos sonhos imensos por realizar. o B. era um dos irresponsáveis mais responsáveis que eu conheci na minha vida. conheci-o nos escuteiros. e hoje chorei as lembranças boas da sua vida em mim. veio-me à memória um acampamento de agrupamento onde fui da equipa dos sacerdotes em que o B. também fazia parte. o nosso grito. as noites. o riso. aquele ultrapassar saudavel das regras que nos dava o friozinho na barriga. a amizade. acima de tudo. para mim, a importância de conhecer pessoas boas, boas pessoas. saber que elas existem. aprender a ser melhor a cada dia. o B. era uma delas e está lá, quando acontecem as melhores lembranças da vida. quando penso na razão de exitir.
e desaparecer assim uma pessoa como o B., incompreendida pelos seus olhos de peter pan, tão novo de vida e tão cheio de ser boa pessoa, faz pensar. e pensar na morte tem sido cada vez mais normal. porque quando crescemos os outros também crescem e vamos deixando de ser imortais e os outros também. e há os que deixam de estar para sempre e isso custa e vai-nos marcando nos passos que nos fazem crescer. mesmo quando não se quer. mesmo quando crescer implica deixar um bocadinho dos sonhos para trás. o B. nunca cresceu e era feliz.

quando fecho os olhos ainda o vejo, ruivo despenteado cheio de sardas com vontade de viver. o B. tinha um cão que se passeava pelo estoril e ia ter com ele a todo o lado. nem que para isso fosse preciso apanhar um comboio... é assim que o vejo, com o seu cão de estimação, a passearem despenteados pela nossa terra.
vou-te ver assim para sempre dentro de mim, B.

"És o tempo que passa e que voa,
Num instante melhor;
És o "adeus" que partilhaste que magoa
Para lá do que ficou.

És a esperança do olhar que procura,
Um gesto de amizade;
És o fogo, o calor e a ternura,
És Homem de verdade."


do cancioneiro do CNE

9.10.05

ah ah ah

este país é UMA PIADA:
felgueiras. Fátima Felgueiras
oeiras. Isaltino Morais
gondomar. Major Valentim Loureiro

8.10.05



O Teu Olhar ficará nas minhas mãos esquecidas
onde ninguém se lembrará de o procurar


José Luís Peixoto

30.9.05

maior que eu.

es grande e maior que eu.
depois dás um passo, ficas da minha altura.
quando olho pela estrada, em cores desfocadas vais diminuindo nos teus passos gigantes
es um ponto e a estrada é vazia.
é bom quando regressas. vais crescendo
dentro de mim. ficas maior que eu outra vez. maior que eu.

28.9.05

a minha melhor mãe

a minha mãe faz anos hoje e isso é só por si um motivo de comemoração. mas sempre achei que há pessoas que merecem ainda mais serem comemoradas. merecem ainda mais parabéns por existirem assim tal e qual como são. a minha mãe é assim, como mãe.
é um porto seguro. e o meu abraço. é o sorriso da minha avó. e tem aquela coisa de ser boa pessoa só porque nasceu assim, aquela coisa que ainda hoje me faz falta nos dias sem a minha avó. a minha mãe tem os olhos do meu avô. só precisa de nós. e é uma das minhas forças!
dá-me tudo, ensinou-me tudo.
e é a minha melhor mãe do mundo!!! :)

nem os sinto no chão

os pés. tenho andado com os pés fora do chão. ando desesperada a procura de um carro, mas ando de ferias ainda. ando a pé. ando sozinha. tenho andado feliz e com saudades. ando à procura de trabalhos e de mais independência. ando com vontade de estar com os amigos. e de sair com eles. ando devagar e sem pressa. a voar às vezes. a rir. a preparar-me para o recomeço- e este ano vai ser giro. e ando meia desligada do meu "bloguezinho", talvez outros diarios lhe tenham tomado lugar. voltarei..... :)

14.9.05

tudo


Tudo me é uma dança em que procuro
A posição ideal,
Seguindo o fio dum sonhar obscuro
Onde invento o real.

À minha volta sinto naufragar
Tantos gestos perdidos
Mas a alma, dispersa nos sentidos,
Sobe os degraus do ar...


(Tudo - Sophia de Mello Breyner Andresen)

9.9.05

ESTOU CEGA!!

às vezes quando vou ao teatro acontece-me (e isto desde pequena), naqueles momentos em que o público não faz nem o barulho do respirar e so a voz do actor ecoa na sala, apetecer-me gritar, ou responder-lhe em voz alta, quebrar aquele silêncio arrepiante e em sintonia de quem enche uma sala de teatro. e fico a imaginar se o fizesse, se saltasse para aquele palco, qual seria a reacção das pessoas. às vezes perco-me com estes pensamentos. e isto desde sempre. ontem também foi assim durante o ensaio sobre a cegueira. foi giro. forte e diferente. cenários que nos movem da cadeira e movimentos que nos fazem virar o cerebro do avesso. por várias vezes se ouviu o grito arrepiante que vinha do palco: "estou cego!!", e por várias vezes se fez pensar na cegueira que nos cega devagarinho o dia a dia.

7.9.05



...um instante na memória de chegares é mais valioso do que jardins, do que montanhas, do que anos de tempo.


José Luís Peixoto
in "Uma casa na escuridão"

20.8.05

destino...


...nas próximas 2 semanas: papas, sol e descanso.
(qualquer coisa, telemóvel)

dentro de mim



queria-te dizer que hoje
senti-te. estás tão perto, dentro de mim.
hoje fui forte em chão mole
custou-me ouvir-te dizer que os dias
vão passar sem que te veja. dentro de mim.

saudades


d i s t o

Vambora




Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Pra mudar a minha vida
Vem
Vambora
Que o que você demora
É o tempo que leva
Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite Veloz
Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Na cinza das horas



Adriana Calcanhotto

17.8.05

e...


... este jogo é um vício.

16.8.05

verão

SOL - reggae - praia - melissas - braga - SUDOESTE - cheiro a ganza - imperiais - 20 imperiais e uma nova - praia - dor de barriga - REDES - almograve - rita - reiki - o perfume - riso - jana - meco - anos da ju - sol - calor - carros - estrada - viagens - mar - noite - SANTINI - sede - joao - marta - braga - guida - francisca - verde - soundsystem - humanos - pulseira amarela - estrelas - pó - havaianas - e sapatos que fazem altura - A SAIA DA MODA - amigos - e amigos longe - PIPOCAS - agua - avencas - inês - guincho - reggae - dançar - jammin -anjos e demónios - madagáscar (em português) - boss ac - morangos com açucar - CROMIO - coletes reflectores - sudoku - porto - dormir - ler - ser lontra - por do sol - ter vontade - sonhar - coca cola - imperial - amigos - saudades - cuca - maggs - bikini - brasil e brasileiros - filmes - harry potter - sporting a perder - FERIAS - noites - grandes noites - REGGAE - e:

outro verão sem uma grande viagem......... sniff.....

12.8.05

porto sentido



há umas semanas tive aqui.
nunca me imaginei a adorar o porto, nunca me imaginei a sentir-me em casa no porto. o porto tem magia, e tem a magia a pedir que a descubram nos pontinhos mais dificeis de chegar. o porto são as luzes amarelas que se vão acendendo envergonhadas. e é o douro nos reflexos das casas as cores das historias. o porto são pontes para todos os lugares e curvas que não se esquecem. o porto são as ruas que nos perdem atrasados. o porto é passagem e chegada, anoitecer com vontade. é gente simpatica. o porto é mágico e eu não sabia.

espero-te



Forever

Not talkin' 'bout a year
no not three or four
I don't want that kind of forever
in my life anymore
forever always seems
to be around when it begins
but forever never seems
to be around when it ends
so give me your forever
please your forever
not a day less will do
from you
People spend so much time
every single day
runnin' 'round all over town
givin' their forever away
but no not me
I won't let my forever roam
and now I hope I can find
my forever a home
so give me your forever
please your forever
not a day less will do
from you
Like a handless clock with numbers
an infinite of time
no not the forever found
only in the mind
forever always seems
to be around when things begin
but forever never seems
to be around when things end
so give me your forever
please your forever
not a day less will do
from you

Ben Harper

25.7.05

O Meu Amor Existe

O meu amor tem lábios de silêncio
E mãos de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina
O meu amor tem trinta mil cavalos
A galopar no peito
E um sorriso só dela
Que nasce quando a seu lado eu me deito
O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Sarou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura.
O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe.

Jorge Palma

24.7.05

...de ferias!


...por braga, por portugal,
por aí onde o tempo passar sem pressas, devagar e feliz... :)

16.7.05

pois é...

... ainda não foi desta que ganhei o jackpot do euromilhões!!
mas para a semana há mais: 96 milhões de euros (é que nem me atrevo a fazer a conversão para contos...)

14.7.05

a melhor descrição do "praiar à portuguesa" ao domingo, está aqui.

só para mim



queria ter o sol só para mim, tê-lo de forma a dele poder
de vez em quando ceder parte apenas a um dos meus mais íntimos amigos.


Luís Miguel Nava

12.7.05

" - Tinha suspirado
Tinha beijado o papel devotamente
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades
E o seu orgulho dilatado no calor amoroso que saía delas
Como um corpo ressequido que se estira num banho tépido
Sentia um acréscimo do estímulo por si mesma
E parecia-lhe que entrava enfim uma existência superiormente interessante
Onde cada hora tinha o seu intuito diferente
Cada passo conduzia um êxtase
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações."

em "O Primo Basílio" de Eça de Queiroz

11.7.05

mais uma (guerra)


o tom cruise está igual a sempre...
os ETs(inhos) também, giroooos... achei o filme: pouco original e um bocadinho exagerado, americano!
e no fim claro que acaba tudo bem! (espero não ter desiludido ninguém...)
so não percebo porque é que eles vêm sempre para nos destruir e nunca para nos salvar!!!!
(hoje vou ter pesadelos)

(e não ganhei o DVD do Closer!...)

4.7.05

ribeirinho

estava agora mesmo a fazer zapping e vi no CC um passatempo para ganhar o DVD do Closer pelo site oficial do CC. Fui la participar, e de repente encontrei textos e comentários e fotografias de despedida ao Pedro Ribeiro como apresentador do CC. Queria dizer-lhe aqui, (porque sei que às vezes vens cá ler-me e isso é um privilégio!) que é para mim o apresentador mais dinâmico e divertido que temos em Portugal neste momento. Gostava de ver o Pedro noutros programas, talvez para faixas etárias diferentes, mas dentro do mesmo estilo criativo. O Pedro é sensível e boa pessoa e isso é coisa que lhe sai por todos os lados, e que não acontece a quase ninguem -da televisão- nos dias que correm! Acho que o Pedro tem tudo para dar certo e não é só na rádio, enfim...
enquanto não voltar ... vou ter saudades de o ver!

3.7.05

quando estás frente a mim,
os teus olhos falam-me das coisas,
de todas as coisas que flutuam entre nós,
à deriva.
e eu, quando os ouço,
sou como um corpo náufrago
na terrível dimensão do mar
onde, em cada barco afundado,
há uma morte silenciosa
ou o prenúncio de um amor ainda por acontecer.


alexandre monteiro

29.6.05

os auxiliares


eles são tudo nesta fase.
e mais, adoro-os.
é como se fossem mesmo uma parte importante da minha vida, na altura das frequências!
e é só porque a memória não quer guardar as coisas da faculdade...
chamar "auxiliares de memória" é giro, é como se nos tirasse metade das culpas, porque afinal nem toda a gente tem boa memória não é!
não sei porque é que os guardo... deve ser por culto.
por me terem salvo de dias tão sem rumo.
por "nos" terem salvo, a nós... a geração "cábula".

obrigada:
cábulas da minha vida!! :D

26.6.05

"amar é preferir"

by Natiruts

24.6.05

(suspiro...)

a vida tem sido boa!

só porque sim

porque os exames tão a ir e tão a acabar

porque mesmo quando as coisas correm pior ha sempre quem nos segure

porque ainda tenho saudades dos meus amigos, da diana e da rita, e do loonas e da jana, mas mesmo as saudades são boas, porque fazem existir a amizade.

porque fui ao optimus open air há dois dias ver a Mafalda, e não me podia ter divertido mais. Não podia ter matado as saudades de melhor maneira!! (adoro-vos: adorei tudo!...)

porque o joão foi promovido!!!

porque um dia de sol é tudo
um dia a ver os sorrisos certos da-nos a força para a vida

e é preciso tão pouco para sermos completamente felizes... :)

22.6.05

Às vezes as coisas dentro de nós

O que nos chama para dentro de nós mesmos
é uma vaga de luz, um pavio, uma sombra incerta.
Qualquer coisa que nos muda a escala do olhar
e nos torna piedosos, como quem já tem fé.
Nós que tivemos a vagarosa alegria repartida
pelo movimento, pela forma, pelo nome,
voltamos ao zero irradiante, ao ver
o que foi grande, o que foi pequeno, aliás
o que não tem tamanho, mas está agora
engrandecido dentro do novo olhar.

21.6.05

do it


ouvi alguém dizer um dia, "parar é morrer!"
hoje acordei assim... "faz". e o que fizeres pelas tuas mãos está bem feito.

20.6.05

apetece-me

uma rede e dormir na rede e ouvir o silêncio e depois ir ver as pessoas la fora e ser verão e ser praia e ser sol. uma noite quente e cervejas e amigos. apetece-me ficar em casa sem nada para fazer. e ter tempo para ler o dia todo e comer um gelado do santini e sentir as cores a existirem ca dentro. apetece-me abraços dos meus amigos. e ir para a estrada com eles sem horas marcadas e sem dias e com a certeza de trazer de volta na maquina fotografica mais uma daquelas viagens inesqueciveis! costa alentejana? :)

(amigos, tenho saudades vossas!!)

18.6.05

O Silêncio




Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,

e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,

quando azuis irrompem
os teus olhos

e procuram
nos meus navegação segura,

é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,

pelo silêncio fascinadas.




Eugénio de Andrade

15.6.05

aceitam-se...

... M A S S A G E N S!

(é que doem-me as cruzes ca de uma maneira... upa upa!! e de certeza que há alguém cheio de vontade de fazer não é?... té?...)

14.6.05


E se não escrever o teu nome
como direi a alegria ao mundo?


Daniel Faria