12.8.05

espero-te



Forever

Not talkin' 'bout a year
no not three or four
I don't want that kind of forever
in my life anymore
forever always seems
to be around when it begins
but forever never seems
to be around when it ends
so give me your forever
please your forever
not a day less will do
from you
People spend so much time
every single day
runnin' 'round all over town
givin' their forever away
but no not me
I won't let my forever roam
and now I hope I can find
my forever a home
so give me your forever
please your forever
not a day less will do
from you
Like a handless clock with numbers
an infinite of time
no not the forever found
only in the mind
forever always seems
to be around when things begin
but forever never seems
to be around when things end
so give me your forever
please your forever
not a day less will do
from you

Ben Harper

25.7.05

O Meu Amor Existe

O meu amor tem lábios de silêncio
E mãos de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina
O meu amor tem trinta mil cavalos
A galopar no peito
E um sorriso só dela
Que nasce quando a seu lado eu me deito
O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Sarou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura.
O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe.

Jorge Palma

24.7.05

...de ferias!


...por braga, por portugal,
por aí onde o tempo passar sem pressas, devagar e feliz... :)

16.7.05

pois é...

... ainda não foi desta que ganhei o jackpot do euromilhões!!
mas para a semana há mais: 96 milhões de euros (é que nem me atrevo a fazer a conversão para contos...)

14.7.05

a melhor descrição do "praiar à portuguesa" ao domingo, está aqui.

só para mim



queria ter o sol só para mim, tê-lo de forma a dele poder
de vez em quando ceder parte apenas a um dos meus mais íntimos amigos.


Luís Miguel Nava

12.7.05

" - Tinha suspirado
Tinha beijado o papel devotamente
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades
E o seu orgulho dilatado no calor amoroso que saía delas
Como um corpo ressequido que se estira num banho tépido
Sentia um acréscimo do estímulo por si mesma
E parecia-lhe que entrava enfim uma existência superiormente interessante
Onde cada hora tinha o seu intuito diferente
Cada passo conduzia um êxtase
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações."

em "O Primo Basílio" de Eça de Queiroz

11.7.05

mais uma (guerra)


o tom cruise está igual a sempre...
os ETs(inhos) também, giroooos... achei o filme: pouco original e um bocadinho exagerado, americano!
e no fim claro que acaba tudo bem! (espero não ter desiludido ninguém...)
so não percebo porque é que eles vêm sempre para nos destruir e nunca para nos salvar!!!!
(hoje vou ter pesadelos)

(e não ganhei o DVD do Closer!...)

4.7.05

ribeirinho

estava agora mesmo a fazer zapping e vi no CC um passatempo para ganhar o DVD do Closer pelo site oficial do CC. Fui la participar, e de repente encontrei textos e comentários e fotografias de despedida ao Pedro Ribeiro como apresentador do CC. Queria dizer-lhe aqui, (porque sei que às vezes vens cá ler-me e isso é um privilégio!) que é para mim o apresentador mais dinâmico e divertido que temos em Portugal neste momento. Gostava de ver o Pedro noutros programas, talvez para faixas etárias diferentes, mas dentro do mesmo estilo criativo. O Pedro é sensível e boa pessoa e isso é coisa que lhe sai por todos os lados, e que não acontece a quase ninguem -da televisão- nos dias que correm! Acho que o Pedro tem tudo para dar certo e não é só na rádio, enfim...
enquanto não voltar ... vou ter saudades de o ver!

3.7.05

quando estás frente a mim,
os teus olhos falam-me das coisas,
de todas as coisas que flutuam entre nós,
à deriva.
e eu, quando os ouço,
sou como um corpo náufrago
na terrível dimensão do mar
onde, em cada barco afundado,
há uma morte silenciosa
ou o prenúncio de um amor ainda por acontecer.


alexandre monteiro

29.6.05

os auxiliares


eles são tudo nesta fase.
e mais, adoro-os.
é como se fossem mesmo uma parte importante da minha vida, na altura das frequências!
e é só porque a memória não quer guardar as coisas da faculdade...
chamar "auxiliares de memória" é giro, é como se nos tirasse metade das culpas, porque afinal nem toda a gente tem boa memória não é!
não sei porque é que os guardo... deve ser por culto.
por me terem salvo de dias tão sem rumo.
por "nos" terem salvo, a nós... a geração "cábula".

obrigada:
cábulas da minha vida!! :D

26.6.05

"amar é preferir"

by Natiruts

24.6.05

(suspiro...)

a vida tem sido boa!

só porque sim

porque os exames tão a ir e tão a acabar

porque mesmo quando as coisas correm pior ha sempre quem nos segure

porque ainda tenho saudades dos meus amigos, da diana e da rita, e do loonas e da jana, mas mesmo as saudades são boas, porque fazem existir a amizade.

porque fui ao optimus open air há dois dias ver a Mafalda, e não me podia ter divertido mais. Não podia ter matado as saudades de melhor maneira!! (adoro-vos: adorei tudo!...)

porque o joão foi promovido!!!

porque um dia de sol é tudo
um dia a ver os sorrisos certos da-nos a força para a vida

e é preciso tão pouco para sermos completamente felizes... :)

22.6.05

Às vezes as coisas dentro de nós

O que nos chama para dentro de nós mesmos
é uma vaga de luz, um pavio, uma sombra incerta.
Qualquer coisa que nos muda a escala do olhar
e nos torna piedosos, como quem já tem fé.
Nós que tivemos a vagarosa alegria repartida
pelo movimento, pela forma, pelo nome,
voltamos ao zero irradiante, ao ver
o que foi grande, o que foi pequeno, aliás
o que não tem tamanho, mas está agora
engrandecido dentro do novo olhar.

21.6.05

do it


ouvi alguém dizer um dia, "parar é morrer!"
hoje acordei assim... "faz". e o que fizeres pelas tuas mãos está bem feito.

20.6.05

apetece-me

uma rede e dormir na rede e ouvir o silêncio e depois ir ver as pessoas la fora e ser verão e ser praia e ser sol. uma noite quente e cervejas e amigos. apetece-me ficar em casa sem nada para fazer. e ter tempo para ler o dia todo e comer um gelado do santini e sentir as cores a existirem ca dentro. apetece-me abraços dos meus amigos. e ir para a estrada com eles sem horas marcadas e sem dias e com a certeza de trazer de volta na maquina fotografica mais uma daquelas viagens inesqueciveis! costa alentejana? :)

(amigos, tenho saudades vossas!!)

18.6.05

O Silêncio




Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,

e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,

quando azuis irrompem
os teus olhos

e procuram
nos meus navegação segura,

é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,

pelo silêncio fascinadas.




Eugénio de Andrade

15.6.05

aceitam-se...

... M A S S A G E N S!

(é que doem-me as cruzes ca de uma maneira... upa upa!! e de certeza que há alguém cheio de vontade de fazer não é?... té?...)

14.6.05


E se não escrever o teu nome
como direi a alegria ao mundo?


Daniel Faria

Respiro o teu corpo

Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.


Eugénio de Andrade
(mais um grande poeta que nos deixou, ontem...)

13.6.05

cores de embalar...


... para quem dorme ao contrário...
cor de laranja céu azul mar infinito. silêncio. cores do dia em sol. e sono.

10.6.05

lindo!

“… uma vez, numa conversa antes de adormecer, ensinou-me que há dois escuros: o escuro do quarto à noite e o escuro de fechar os olhos onde somos reis do nosso mundo e podemos torná-lo mais feliz e melhor…”

Mafalda Veiga em “O carocho-pirilampo que tinha medo de voar”

9.6.05

em frente


o caminho é sempre este. mesmo cheio de curvas. em frente.
com curvas e em frente. curvas que ensinam. e viver é em frente.
curvas são vontade. viver é crescer em todas as curvas e ser em frente.

Piada Ribeirinha

Duas dúvidas cairam a um rio. Nadaram, nadaram, aguentaram-se com todas as forças que tinham mas acabaram por se afogar... porquê?
Porque não ha margem para dúvidas!!!

AH AH AH :D

6.6.05

lembro-me tantas vezes de si

hoje faz um ano que me disse pela ultima de tantas vezes naquela parte da vida em que tive o privilegio de ser sua neta: "porta-te bem pipinha"... e vim cá dizer-lhe, como lhe digo todos os dias inteiros da vida, "porto-me sempre bem avozinha! ;)" mesmo quando não porto... acho que até cresci um bocadinho este ano avó. tenho tentado ser sempre melhor a cada dia, e lembro-me tantas vezes de si. fiquei mais perto da mãe e de todos. do avô. e lembro-me tantas vezes de si. os seus olhos em mim têm a ternura dos dias mais felizes. é impossivel não sentir a sua falta quando estamos todos, ou só quando estamos sozinhos connosco a senti-la existir nos nossos gestos. é dificil não chorar na missa, porque a oiço ainda a cantar no meio das outras vozes, como ouvia quando me cantava aquelas músicas da igreja. e sinto saudades da sua voz, às vezes já meia desfocada em mim. é dificil não chorar de saudades do seu colo. do melhor colo que experimentei na vida... e é bom demais ter as memórias de si ca dentro. e os seus conselhos. a sua vida em cada um de nós.
hoje tenho saudades boas. e porto-me sempre bem, já lhe tinha dito... :) um beijinho avó

é como se te encontrasse em cada passo...
como se tropeçar em ti fosse viver.
é como dizer-te que fazes partes dos meus dias
ou os dias fazem parte das horas em que te espero.

3.6.05

casa do piano



tenho saudades daquela casa que fica la em cima de tudo. alguém lhe chamou a casa do piano, tem um piano cheio de historias e sons de tempos, um piano onde o Zé tocava. e o Zé havia de ter sido uma pessoa especial. havia noites em que ainda o ouvia tocar, as vezes saía da casa do piano e ia la fora misturar-me nos verdes das arvores das montanhas. ficava só a ouvir aquele silêncio e aquela perfeição. ouvia as notas de um piano eterno. como se o tempo lá parasse sempre que se entra, no paraíso. e é sempre assim, no ar daquela casa especial. os sons a entrarem fundo num eco maior que nós. cada vez que vejo esta fotografia lembro-me de lá, do quentinho da casa feita de pedra fria, madeira quente. feita de pessoas. do chão dos nossos passos nele, da sensação e da paz que é o regresso. lembro-me de abrir a porta da casa do piano (de parti-la também!) como quem abre um livro que se volta sempre para ler mais uma frase inesquecivel. e são memórias para sempre, como cores tatuadas cá dentro. lembro-me do abraço mais quente que há, o de chegar. da guida a ser maior que o mundo e a segurar-nos por dentro. tenho algumas saudades, das grandes: dessa casa, do piano. de braga!

31.5.05

partimpim em LISBOA



ADRIANA CALCANHOTTO * ADRIANA PARTIMPIM
17 a 19 de Junho no Coliseu dos Recreios

Na ticketline: Adriana Partimpim ensinou que brincar de criança é coisa de adulto. Criatura rebelde, como o são, aliás, as melhores criaturas, tomou o lugar da criadora, Adriana Calcanhotto, em um dos discos de maior sucesso em 2004. Não satisfeita, sobe ao palco do Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, dando início em 21 de maio à temporada, nacional e internacional, de um show com cara de criança e produção de gente grande: canções inéditas, cenários de Hélio Eichbauer, figurinos de Isabela Capeto & Felipe Veloso e direção de cena de Hamilton Vaz Pereira.“Estamos inventando cada detalhe do show, criando uma ambientação cênica própria para cada música”, conta Adriana. Por detalhe, entenda-se desde as delicadas correias de violão e guitarra que são parte inseparável do figurino às sonoridades deliciosamente inusitadas desenvolvidas na direção musical de Dé Palmeira, principal incentivador e parceiro do disco e, agora, também do show.

Meu: adoro esta maluca! e quero imenso ir. os bilhetes são carissimos (orquestra 60€, 1ª plateia 40€, 2ª plateia 36€, etc...) mas acho que vale a pena... ALGUÉM QUER VIR COMIGO?? :)

estradas de mar


s.jorge, açores

são tantas como esta. conseguem levar-nos para todos os lugares.

(hoje tenho-me lembrado dos AÇORES por tudo e por nada!)

vidas!

tenho andado sem tempo... e sem inspiração também.
é como se os únicos assuntos da vida hoje fossem: a arquitectura e as suas coisas... no outro dia no café enquanto falava com um amigo meu que também está em arquitectura reparámos como ficamos viciados nesta fase, não conseguimos falar de outras coisas que não sejam entregas e projectos e construções.... boriiiing...

"férias precisam-se..."

29.5.05

segundos

tocavam-se e aquele toque era sempre. era como se o tempo fosse sempre e os segundos não passassem de sons absurdos. era como se aquele toque trouxesse consigo o mundo, o peso do mundo e as certezas em certezas absolutas. enquanto se tocavam, dedos frageis, a vida era esse calor e esse sempre. a vida era nada. de olhos fechados, a vida era nada enquanto se tocavam e o mundo seguia indiferente por fora.

28.5.05

"Gosto do trabalho; fascina-me. Posso ficar sentado a olhar para ele durante horas. Gosto de tê-lo por perto: a ideia de livrar-me dele corta-me o coração."

Jerome K. Jerome


esta frase tem-me vindo à memoria nos ultimos dias... :D

27.5.05

há quem seja bom em tudo o que faz...


a Mafalda Veiga é assim.
Pelo menos, especial de mais. e este desenho não podia ser de outra pessoa.
Cem Gestos de Solidariedade foi uma iniciativa do Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos, onde participaram mais de 100 gentes famosas do nosso país! em desenhos, uns optimos e os outros cómicos de maus. mas todos com a boa intenção que lhes dá o mérito para fazerem o que quiserem. os desenhos vão ser leiloados e estão aqui , para quem quiser ver.

26.5.05

muros

Os muros. Todos
os muros. Um
só muro. E toda
a sede. E todo
o sal
do mar

no peito.

Albano Martins

25.5.05

será que...



... se eu esticar MUITO MUITO MUITO MUITO os braços,
consigo tocar na lua, sentar-me naquela parte que parece um queijo,
e ficar por lá a ver o mundo a nascer noutro dia??? =)

24.5.05

sentir os teus contornos
em contra luz
desalinhados
como num esquisso perfeito
apressado, fugaz,
a exitir num tempo
que é sempre.

23.5.05


P A R A B É N S
B E N F I Q U I S T A S
D A
M I N H A
V I D A!

(é SÓ por vocês que consigo ficar feliz com uma vitória do benfica.....)

22.5.05

"You can't believe everything you hear..."


o coliseu teve em alta ontem... completamente cheio, gente aos gritos por todo o lado!
ja tive em milhares de concertos e nunca tinha visto nada assim. e... afinal de contas achei exagerada a loucuuuura! ele é bom, as musicas sao boas e ficam no ouvido... mas, é um bocadinho monótono!
depois de ver na noite anterior o Nitin Sawhney num dos melhores e mais surpreendentes concertos que ja assisti, o jackitoo fica arrumado... mas, valeu a pena claro, pelas recordaçoes dos tempos em que o ouvia sem parar, pelas imagens e momentos. e pelas frases que me ensinaram coisas. é daquelas viagens que se fazem no tempo. ontem foi assim, só passado.

20.5.05

"o barco avança sem destino.
as noites, os dias. o barco avança sem destino.
o oceano é infinito."

José Luís Peixoto
em
"A Criança em Ruínas"

19.5.05

nada como



um dia,
depois do outro!

ESTOU...

...DEPRIMIDA! (off)

18.5.05

hoje apetecia-me demorar-me num abraço.

não sabia

Nao sabia que ia ser assim,
que quando crescesse
ia saber sempre menos
da vida,
dos outros por dentro
de mim...
é como se o tempo andasse ao contrário nas nossas coisas.
por cima de nós, a tirar-nos as certezas
aos pedacinhos e a rir-se. a rir-se.
a ensinar-nos a não crescer.
a viver.

16.5.05


15.5.05

parabéns

ao benfica... o meu sporting hoje não mereceu ganhar, faltou-lhe AQUELA garra... whatever!!
quarta feira há mais...

(não faço questão nenhumaaaaa de ter comentários a este post...)

olhares

falávamos de olhares. sabes que tens um olhar que fala mais do que tudo o que dizes por fora?
nem sempre precisamos conhecer bem as vidas de cada um para lhes saber a ordem dos gestos , o sorriso das palavras que saem, e as outras que só os olhos dizem sinceros tantas vezes. é aquilo que mais gosto nas conversas, o espaço aberto e curto que fica entre as palavras. o olhar. o movimento dos sons de nós em silêncios inteiros e nús... quando somos puros e não somos nada, entregues à sorte e aos olhos que nos encontram por dentro. acontece às vezes não conseguirmos ouvir os outros e eles não nos ouvirem a nós, estamos a ter uma conversa muito mais importante cá em cima, onde os olhos são a razão e a força, tudo o que existe. conversas onde as palavras perdem toda a importância e o que sobra são os olhos à procura dos olhos lá por dentro do dentro das nossas coisas, almas, sei la... nessas partes há um olhar que diz as palavras certas que queremos ouvir, e rouba-lo é um dos maiores tesouros. fica a sobrar o gesto, o instante, na memoria, para sempre.

12.5.05

a f r i c a m i n h a. . .

ja vi umas 500 vezes... e adoro sempre, tanto... da hoje mais uma vez, na rtp!

assim

de repente a vida faz-se de todas as cores que existem coladas às nossas horas...
há dias assim,
há momentos assim,
há pessoas assim... tremendamente especiais!

delicate


we might kiss
when we are alone
when nobody’s watchin’
we might take it home
we might make out
when nobody's there
it's not that we're scared
it's just that it's delicate
so why d’ya fill my sorrow
with the words you've borrowed
from the only place you've known
why d’ya sing hallelujah
if it means nothin’ to ya
why d’ya sing with me at all?
we might live
like never before
when there's nothin’ to give
how can we ask for more?
we might make love
in some sacred place
that look on your face
is delicate
so why d’ya fill my sorrow
with the words you've borrowed
from the only place you've known
why d’ya sing hallelujah
if it means nothin’ to ya
why d’ya sing with me at all?


Damien Rice
in "O"

11.5.05

Como uma onda


Nada do que foi será
de novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
tudo sempre passará
A vida vem em ondas
como um mar
Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu a um segundo
Tudo muda o tempo todo
no mundo

Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo
agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre

Como uma onda no mar . . .


Nelson Motta e Lulu Santos

10.5.05

help



Procura-se:

inspiração - concentração - motivação - força - vontade - sabedoria - persistência - falta de preguiça - coragem
and so on and so on...

9.5.05

saudades



tenho umas saudades que não cabem bem ca dentro quando me lembro,
desta parte da minha vida...

instantes

Acordou para um dia luminoso, tão luminoso que o cegou para sempre. Isto digo eu, que sou um exagerado. Na verdade, apenas deixou de ver por um instante. Mas há instantes que duram uma eternidade.

Luís
Ene coisas
em "mil e uma pequenas histórias"

8.5.05

evoluí bastante de ontem para hoje...
já tenho alguns links, os básicos... e uma foto do meu olho, num dia de imeeeenso sol e boa vida...!!
tudo aqui ao lado :) -------------------------->

relax



entre ontem e hoje andei pelas 24 horas tmn feita inconsciente... esta é a imagem que trago de lá.
(re)descobri uma parte de nós (jovens malucos e rebeldes) que é super humana, super saudável, super compreensiva, amiga, "boa onda", tolerante, pacífica. encontrei paz no meio daquela confusão toda de gente, encontrei mais gente em alfa do que em qualquer outro concerto/festival que já tivesse ido. e é sempre assim. o reggae traz-nos essa parte boa do "relax", e já andava meia esquecida disso. tudo bem que as substâncias fumadas naquele recinto tinham um cheiro pouco convêncional... mas se é para se viver assim, naquela paz de espirito e boa onda, principalmente na não violência, que se fume à grande! sem exageros, claro... ;)
a organização estava óptima, a vista era demais a noite, não houve nenhum atraso nos concertos, o som é que não estava do melhor num dos palcos, mas enfim... ah e ficaram a faltar tendas com mais dinâmica, mais bares e mais sol. mas venham daí mais iniciativas destas, mesmo que com outro espírito, com outras sonoridades, faz falta à nossa cidade mais investimento nestas coisas!! vodafone?....

6.5.05

esta noite...

... dois sentimentos opostos.

primeiro: filhos da puta (desculpem-me o termo pouco académico, como diz o meu professor Reaes Pinto...) do pai e da avó daquela criança que morreu espancada na sua própria casa, pelos seus familiares mais chegados. é nestes casos que tenho a maior dificuldade em perdoar o ser humano. era 'só' uma criança, cheia do tempo todo pela frente, cheia dos sonhos e da vida, era só uma inocente, inocente, inocente das vidas podres dos 'mais velhos' mostrengos incompreensiveis. era só uma criança e morreu longe do abraço quente do amor. será que quem faz uma coisa destas deve ter o perdão lá de cima? um bocadinho de mim abraço-a por dentro naquele sorriso de criança inocente: devia ser sempre assim, o mundo inteiro resumido ao sorriso de uma criança.

segundo: o meu sporting... depois de um jogo que fez sofrer até ao fim, conseguimos. nunca acreditei tanto como tenho acreditado agora. este sporting tem aquilo que qualquer equipa de futebol precisa, força de vontade e garra até ao ultimo minuto. assim dá gosto, mesmo que não tivessemos passado à final, estaria orgulhosa na mesma, pelo bom espírito, pela força, coragem e dedicação. parabéns ao sporting!! e a nós com ele... :) a minha mãe já queria ir à final, inocente, será que ainda há uns bilhetinhos à nossa espera??

5.5.05

Donna Maria

...é bonito. hoje ouvi a versão do "estou além" de António Variações cantada pelos Donna Maria e achei fabulosa... lembro-me da Marisa cantar em varios coros de programas de televisão, participar em vários concursos para pequenos cantores, não sei bem, lembro-me da cara dela dessas coisas da minha geração... e fico feliz que finalmente tenha o sucesso e o bom trabalho que merecem todos os bons músicos do nosso país, principalmente aqueles que não desistem dos sonhos, por mais voltas dificeis que a vida dê! Fico ainda mais feliz por ter nascido mais uma banda portuguesa promissora de grandes sonoridades, originais e dinâmicas.
Só tenho pena de não os poder ir ver hoje ao Santiago Alquimista!
donna maria, fica a sugestão...

estou além!

"não consigo dominar
este estado de ansiedade
a pressa de chegar
pra não chegar tarde
não sei do que é que fujo
será desta solidao
mas porque é que eu recuso
a quem quer dar-me a mao

vou continuar a procurar
a quem eu me quero dar
porque até aqui eu só:
quero quem
quem eu nunca vi
porque eu so quero quem
quem não conheci
porque eu só quero quem
quem eu nunca vi

esta insatisfaçao
nao consigo compreender
sempre esta sensação
que estou a perder
tenho pressa de sair
quero sentir ao chegar
vontade de partir
p'ra outro lugar
vou continuar a procurar

o meu mundo
o meu lugar
porque até aqui eu só:
estou bem aonde não estou
porque eu só quero ir
aonde eu não vou
porque eu só estou bem
aonde não estou
porque eu só estou bem
aonde não estou"

António Variações

vida de estudante é assim....

adoro dormir a tarde (não quero mesmo nada fazer inveja a ninguém!! :P ate porque normalmente se faço siestas é porque houve noitada a trabalhar no dia anterior...), mas acontece-me sempre uma coisa fantástica: quando acordo lembro-me de milhares de sonhos que tive. e é optimo!! :)às vezes nem tenho sono e nem tenho tempo nenhum para dormir mas apetece-me ter uns sonhos malucos e conhecer o subconsciente, então já sei, durmo, 10 minutos chegam para dar a volta ao mundo, falar com gente que não vejo há anos, ou que nem conheço, viver coisas estranhas, ou normais e simplesmente boas... coisas que no dia a dia não tenho tempo/vontade/loucura... para viver, ter sol e férias, fazer projectos malucos que nunca me passariam pela cabeça conscientemente.... (nunca fui outra pessoa nos sonhos, mas gostava!) whatever, lembrar dos sonhos faz-nos conhecer(mo-nos) (n)a vida de uma maneira tão engraçada... sabe bem! e dormir à tarde é trigo limpo farinha amparo! sonhinhos que nem uns malucos, pão pão queijo queijo!

2.5.05

gostas?



quando a vida é essa estrada que te persegue a existires?
sem fim nem limite nem paralelas que se toquem como nos sonhos?
quando o que és é pressa feita de vida e estrada que te persegue enquanto corres alheio à estrada que pisas?

sem lugar nem dono?
só linhas e terra e chão.

e a vida a seguir a ti, a obrigar-te a ser: mais depressa do que és?

gostas?

1.5.05

este é para si... porque o dia também é seu.

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

mãe



tenho os olhos precisos
não descansarão
enquanto houver luz
e a felicidade for mais que sonho

silvia chueire


obrigada,
pela vida.

30.4.05

existias de noite



Existias de noite como a letra de todo o movimento,
e das estrelas o céu pintado ao fundo,
e distraído às vezes confessava amar a tua pele
como quem quer dizer-te: não morras nunca mais.
Esta noite, outra noite,
esta manhã que nasce pelas frinchas
da janela pequena entreaberta,
por planaltos e vales caprichosos,
lagos azuis, ravinas e pinhais,
irei de vez em quanto perguntando
onde existes? onde estás?
António Franco Alexandre

28.4.05

fim do dia


minha' Alcatruz' Abril 2005


fim do dia que é fim do dia, é também por aqui que se passa...
naquele silêncio de mar e no abraço do calor a invadir-nos a pele por dentro até nos matar, de preguiça!...
sinto-me sempre bem neste lugar, há qualquer coisa minha nesta terra, neste mar.
neste cheiro.
neste fim do dia a lembrar outros e sempre outros...

27.4.05

É certo porque é impossível

Hoje fui a uma conferência de arquitectura. (Mais uma!) mas hoje era especial, porque era com a professora que me ensinou arquitectura, com a professora que me fez gostar da loucura do impossível, da loucura de projectar os sonhos mais audazes. que me ensinou que nas bases de todos os nossos projectos (sendo eles de arquitectura ou não) tem obrigatoriamente de existir um conceito, uma ideia forte que nos projecte e que nos faça fortes com ela. que me ensinou o que nem ela sabe que me ensinou, que me ensinou a olhar para as coisas de outra maneira; para a vida de outra maneira, e para mim de outra maneira. E a conferência até nem correu muito bem, a Mestra Arquitecta Sonia Silva estava nervosíssima até à ponta dos dedos. eu senti uma coisa estranha, e já me aconteceu isso noutras ocasiões. pessoas que gosto e que admiro, nervosas num palco. acontece que fico tremendamente nervosa por elas. como se fosse eu que estivesse ali. mas no meio de todo o nervosismo encontrei a arquitecta que me ensiou as coisas da arquitectura, a matéria e o vazio. Nem sempre aquilo que sabemos e todo o conhecimento que guardamos conseguimos comunicar aos outros da melhor maneira, e há dias mais difíceis.

O outro arquitecto que falou dos seus projectos foi o Arquitecto Ricardo Zuquete. Um dos mais "famosos" professores lá da faculdade. estranho ou não ele nem é muito "famoso" pelos seus projectos, repletos de conceitos repescados e interessantíssimos, mas sim por ser o primeiro professor, "aquele" professor que todos apanhamos quando ali entramos. Lembro-me vagamente das aulas dele no 1ºano, eram às 8h da manhã e por essa altura eu estava sempre meia a dormir e pouquissimo interessada nas conversas tão dinâmicas do professor sensação com os seus olhões azuis e a sua altura a fazer qualquer coisa como dois de mim.
Hoje foi diferente, passaram-se uns anos também, ouvi-o com muito mais motivação. (este post seria só para citar a frase que o fez abrir a conferência e já vai aqui...) O professor Zuquete abriu a conferência com uma frase que fez logo um link dentro de mim para todos estes anos por ali e para tudo o que já aprendi enquanto pessoa. lembrei-me do seu velho habito de levar desenhos de crianças e contos e fábulas e de nos fazer acreditar que o importante era não deixar que a criança cá de dentro adormecesse. a frase falava da impossibilidade das coisas. e de nós, seres imaginativos e capazes de tudo, não termos medo do impossivel, pelo contrário, sabermos conviver com ele lado a lado, na fronteira da loucura. Não me lembro da frase toda ao certo, mas lembro-me de ser uma resposta da Rainha Branca de Lewis Carroll (na Alice no País das Maravilhas) à Alice, quando a Alice diz "Uma pessoa não pode acreditar em coisas impossíveis". A Rainha Branca responde-lhe: "eu ouso dizer que não tens muita prática (...) às vezes acreditei em tanto quanto seis coisas impossíveis antes do pequeno almoço".

(alguém por aí...

... me sabe dizer porque é que já não consigo por fotos aqui??
[uaaaaaaaaaaaa])

há dias em que as palavras são só palavras e as nossas coisas mais facilmente se exaltam em imagens e fragmentos, no silêncio de uma letra branca.

25.4.05

devolve-me o gelaaaaaado

ouvi finalmente na rádio o novo single dos toranja. depois de uma amiga minha me ter falado num refrão que metia gelados pelo meio não consigo não me rir ao ouvi-la.

"devolve-me o gelaaaaaaado meu amor!"

25 de abril s....substituído! :)

não este ano não vou ver nem um dos filmes ou séries que derem sobre o 25 de abril. não vou! já os vi 500 mil vezes, já passei uma noite inteira a ver um dos filmes em "tempo real" (à portuguesa) sobre toda a revolução, já sei a historia de cor, mesmo sem ter estado cá para a viver. continuam a repetir vezes sem conta os mesmos filmes, os mesmos documentários, as mesmas músicas: e com razão porque há quem goste de relembrar, há sempre quem nunca tenha visto, é a história do nosso país, são 31 anos de cravos e de paulo de carvalho, bla, bla bla! mas aqui eusinha este ano não me meto nisso: confesso que cada vez vejo mais o comunismo com olhos cepticos, e talvez por isso nem me apeteça ouvir falar desta revolução, camaradas e mais camaradas, e mais: nem vejo grandes razões para comemorar o nosso país nos dias que correm, estou bem do contra hoje! (e nem percebo nada de política.)

acho que estamos mesmo é precisar de uma mudança, uma nova revolução sem cravos e sem tanques, para mudar mais uma vez a história, está na altura. para comemorarmos outras 'músicas', noutros contextos, noutras "guerras"...
tenho a solução para um portugal melhor :)
que tal manter a botânica e substituir os cravinhos por ervinhas para toda a gente? ? !

“(...)compreender é confundir-se com o outro e arder dentro dele.”

Milan Kundera em
“O Livro do Riso e do Esquecimento”

23.4.05

para ti.



"como se fosse sempre"

para ti.

ainda espero nas noites do silêncio uma sombra de ti, sabes quem es? sei que existes por aí nalgum lugar onde ouves o mesmo silêncio que eu, sei que um dia com olhos claros ou com olhos de sapo esbugalhados vou ser tua e o tempo vai parar em nós voar azul sobre os nossos dias. sei que te encontro quando fecho os olhos, por dentro de dentro de mim. e isso é tanto e tão completamente intocável. a loucura de existir por dentro. ainda espero nas noites longas como hoje, a tua ausência sentida. ainda procuro, naqueles caminhos dos nossos sonhos, esses. ainda procuro a tua mão que me segura. mão de homem, homem, segura, forte. ainda te procuro e nem sei onde vou. e quando o sonho acaba acaba o dia na noite longa, imóvel. tenho um nó cá dentro de outras coisas porque às vezes a vida doi. sabias que mesmo sem querer a vida doi? aprendemos sempre de novo que ninguém faz por mal, mas às vezes a vida doi. deixa-nos desarmados para outras guerras. tenho um nó de estar triste que vai passar porque tudo passa e o caminho é lá à frente. e tu sabes quem és? ja te encontraste? é que eu procuro por ti e nem te conheço os gestos calados, nem o colo que te vou dar, nem o calor do cansaço, nem o sabor do abraço, o sabor de ti nas coisas, nem o canto do riso sincero. e até sei que existes. ou o acreditar perderia todo o sentido.

"a todos os viajantes que ousam chegar
percorrendo um tempo que os move
de forma implacável
com o destino de realizar cada dia
a ternura de um momento.
o ser interminável
abrindo as mão que ardem como o silêncio,
como transpirando aquilo que somos
numa tentativa de viver,
numa tentativa de ousar um amor
que nos acompanha
para além da fronteira das palavras,
nos implora a ser universais
e a viajar na mente.
e tudo

porque existimos."

22.4.05



nesses dias distantes nem suspeitava
a vida pode ser interminável

José Tolentino Mendonça

21.4.05

"enquanto dormes..."

Olhar-te um pouco
Enquanto acaba a noite
Enquanto ainda nenhum gesto te magoa
E o mundo for aquilo que sonhares
Nesse lugar só teu

Olhar-te um pouco
Como se fosse sempre
Até ao fim do tempo, até amanhecer
E a luz deixar entrar o mundo inteiro
E o sonho se esconder

Nalgum lugar perdido
Vou procurar sempre por ti
Há sempre no escuro um brilho
Um luar
Nalgum lugar esquecido
Eu vou esperar sempre por ti

Enquanto dormes
Por um momento a noite
É um tempo ausente que te deixa demorar
Sem guerras nem batalhas pra vencer
Nem dias pra rasgar
Eu fico um pouco
Por dentro dos desejos
Por mil caminhos que são mastros e horizontes
Tão livres como estrelas sobre os mares
E atalhos pelos montes

Nalgum lugar perdido
Vou procurar sempre por ti
Há sempre no escuro um brilho
Um luar
Nalgum lugar esquecido
Eu vou esperar sempre por ti



Nalgum Lugar Perdido, Mafalda Veiga
(esta é, sem dúvida, das letras que mais me tocam fundo...)

18.4.05

ausência



as minhas mãos que te escrevem a desenhar o mundo.
as minhas mãos. as que te escrevem onde te sentas no silêncio dos dias.
o que percorre de ti nas palavras livres
quando és passo a passo dos passos meus.
as minhas mãos e as palavras.
e o que te escrevo no silêncio de nós,
no olhar. nas sombras dos passos a serem teus.
o que te escrevo quando me olhas em silêncio
e olhos dos outros são nada. quando me olhas intacto e
o mundo não desconfia.
as minhas mãos inteiras cruas a escreverem palavras
soltas, inteiras nuas. as tuas.

17.4.05

dentro de mim

Não sei como dizer-te que a minha voz te procura
E a atenção começa a florir, quando sucede a noite
Esplêndida e vasta.
Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos
Se enchem de um brilho precioso
E estremeces como um pensamento chegado. Quando,
Iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado
Pelo pressentir de um tempo distante,
E na terra crescida os homens entoam a vindima-
eu não sei como dizer-te que cem ideias,
dentro de mim, te procuram.

Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros
Ao lado do espaço
E o coração é uma semente inventada
Em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia,
Tu arrebatas os caminhos da minha solidão
Como se toda a casa ardesse pousada na noite.
- E então não sei o que dizer
junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.
Quando as crianças acordam nas luas espantadas
que às vezes se despenham no meio do tempo
- não sei como dizer-te que a pureza,
dentro de mim, te procura.

Durante a primavera inteira aprendo
Os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto
Correr do espaço -
E penso que vou dizer algo cheio de razão,
Mas quando a sombra cai da curva sôfrega
Dos meus lábios, sinto que me faltam
Um girassol, uma pedra, uma ave - qualquer coisa extraordinária.
Porque não sei como dizer-te sem milagres
Que dentro de mim é o sol, o fruto,
a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,
o amor,
que te procuram.


Herberto Hélder

16.4.05

ai....

que tédio!...
quero viajar, nadar, tirar fotos, torrar ao sol, andar por estradas, descobrir caminhos, abrir os braços ao vento, jolas geladas... quero férias desta coisa de estar parada no mesmo sitio tanto tempo!!
alguém se oferece para patrocinar uma viagem assim toda cheia das coisas aqui à amiguinha ja que n tenho o famoso "paitrocinio"...?!?

15.4.05

nenhum olhar

"Penso: nunca ninguém se lembra de procurar as coisas onde elas estão, porque nunca ninguém sabe o que pensa o fumo, ou as nuvens, ou um olhar."

José Luís Peixoto em "Nenhum Olhar"

finalmente...


casa da música, Rem Koolhaas

coisas boas para se verem!
quero tocar-lhe, sentir a luz e a cidade e as paredes frias, o espaço quente, quero estar, por lá...

14.4.05

granda SPOOORTING

ate chorei...

13.4.05

arte é isto, o reinventar da existência. música para os ouvidos, desconhecidos de si.

é daquelas coisas!

hmmm.... maio abril março fevereiro janeiro dezembro novembro outubro setembro agosto...

agosto/setembro... férias... sol... calor... festas....

está desvendado o porquê de TANTA gente fazer anos em Abril/ Maio...

ps- Parabéns Maggs, o teu dia é hoje... :D

12.4.05

a estreia


ontem fui ver os the gift ao lux: felomenal!! que presença, que voz.. e os ritmos tão loucos com que eles estão a serem os nossos pés e as nossas mãos. os ritmos a serem nós dentro de nós e nós nas danças dos ritmos, fenomenais!
mas o importante neste post é mesmo a estreia do meu novo tlm como maquina fotográfica diária no seu fantástico papel de dar para todas as ocasiões, todos os momentos, todos os lugares.
nunca pensei surpreender-me tanto com uma coisa destas.....!

11.4.05

"Eu possa dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."

por Vinicius de Moraes

obrigada

obrigada a toda a gente que me deu os "parabéns", :) a palavra mais ouvida neste dia. obrigada a quem veio.
fazer anos para mim é sempre uma sensação estranha! mas boa, enquanto não penso nos anos que passam e no que vai ficando para trás. boa, enquanto tudo o resto for a insignificância das coisas nossas ao pé das amizades boas que nos rodeiam. Que possa tornar-me uma pessoa melhor neste ano que vem, e é tudo.

"obrigada", :) a palavra mais dita neste dia...

9.4.05

coisas que não se gosta...

não gosto mesmo nada de organizar jantares de anos, para mim!
mas uma coisa é muito boa, ter os melhores amigos por perto
naquele abraço.

7.4.05



If "manners maketh man" as someone said
Then he's the hero of the day
It takes a man to suffer ignorance and smile
Be yourself no matter what they say

6.4.05

obrigada, mestres da minha vida! :)

(para nunca mais esquecer...)
Como dizia Fernando Pessoa:

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

ao som de 11.33

Ain’t nobody’s love that can help me. You could answer my questions and show your repentance, now that I’ve wasted my time, now I know more is less… I guess I’ll choose the logic way. Next time you’ll have time to think why love is a hard thing to keep, you’ll understand what I’m saying. I want to know how you’re bringing me so down. So try not regain my attention because it’s late for your useless redemption. I’ve wasted all my life and now my heart is a mess. I’ll choose the tragic way, and then, I’ll have time to think why foolish love is such a hard think to keep…

11.33 The Gift



5.4.05

buh!


(à la amelie poulin)
hoje estou mais ou menos assim...

o nome...

...do sr!
Jamie Cullum

coisa mai linda!!


...não é?? e vem cá!!!
Freeport de Alcochete, 23 de Abril as 21h.
EU VOU (ou pelo menos, gostava de ir...) quem é que alinha??

dobra do tempo


na dobra do tempo que inventamos
em meio à memória de sons e semitons
dormem a ternura o anseio
as palavras

a face do desejo
não adormece
sonha
sonhos loucos
a desprezar a mais pura das lógicas



silvia chueire

4.4.05

as televendas

durante esta noite, enquanto estive a trabalhar, fiquei a conhecer uma maquina fabulosa de fazer donnuts, e todo e qualquer tipo de equipamento de emagrecimento, incluindo máquinas malucas que nunca tinha visto na vida, até aquelas cintas que nunca emagrecem ninguém mas que eles insistem em dizer que sim. descobri que eles até têm conversas parvas entre eles, como se já não bastasse tanta babuseira que dizem enquanto tentam vender o produto... esta noite, enquanto trabalhava, tinha a tv ligada ja nem sei em que canal e segui as televendas até alguém do outro lado dizer bom dia num programa esquisito onde o entrevistador falava com um angolano anónimo e mandava bacuradas em todas as perguntas. acho que falavam de kizomba e de outras danças. nem me apercebi do tempo a passar e a ser dia outra vez, so quando os vendedores das televendas foram substituidos pelo barulho insurdecedor dos pássaros da primavera lá fora. uma coisa é certa, não há companhia mais parva e mais adequada a uma noite de trabalho do que as gloriosas televendas... é assim que se passa uma noite ao contrario.

3.4.05

é tão bom!

Vale a pena ver
castelos no mar alto
Vale a pena dar o salto
pra dentro do barco
rumo à maravilha
e pé ante pé desembarcar na ilha
Pássaros com cores
que nunca vi que o arco-íris queria para si
eu vi
o que quis ver afinal

É tão bom uma amizade assim

Ai, faz tão bem saber com quem contar
Eu quero ir ver quem me quer assim
É bom pra mim e é bom pra quem tão bem
me quer

Vale a pena ver
o mundo aqui do alto
vale a pena dar o salto
Daqui vê-se tudo
às mil maravilhas
na terra as montanhas e o mar as ilhas
Queremos ir à lua mas voltar
convém dar a curva sem se derrapar
na avenida do luar


Sergio Godinho in
'os amigos do gaspar'

"Não Há Longe Nem Distância"

hoje li esta frase e pensei que ela não me podia ser mais familiar, não tenho bem a certeza mas acho que vem dos velhos tempos de escutismo... :) das fronteiras/obstáculos/problemas que deixavam de existir no primeiro passo de cada caminhada, na primeira palavra de uma entrega, no esticar o braço e fazer cócegas ao outro lado do mundo, de sermos todos tão parecidos e tão iguais, das nossas capacidades de fazermos de nós o que quisermos, de não haver longe nem distância numa amizade, na vida.

onde a li, seguia-se disto:
"Poderá a distância separar-nos realmente dos amigos?
Se quiseres estar com alguém, não estarás já lá?"

e gostei.

2.4.05

vazio

o Papa morreu e eu senti um vazio como já não sentia ha algum tempo. admiro a doce forma de ser, a irreverência, audácia, as vitorias na aproximação das diferentes religiões, o diálogo. as viagens e os anos de sofrimento em doenças interminaveis. admiro-lhe ter vivido até ao fim. admiro, a visão futurista de (nos) levar jovens à igreja. apesar de todo o conservadorismo (ainda que coerente) em relação aos divorcios, uso do perservativo, homossexualidade, admiro-o na herança que nos deixou de uma igreja católica em renovação, mas principalmente, de um ser humano capaz de regrar, motivar, comover e mudar opiniões de multidões nesta fase confusa e sem tempo, sem regras, do mundo. é de homens assim que a história da humanidade se constroi. e hoje perdeu-se mais um entre nós.
o mundo ficou 'ligeiramente' mais vazio. como eu.

1.4.05

...such a good man...


fotografia rumen koynov

"Tirei o dia para me comover
Sentir e não conter
Nada quero a salvo"

estou meia sem palavras e com vontade de deixar aqui qualquer coisa. fiquei triste quando se falou pela primeira vez na morte do Papa, acho que no fundo acabo sempre por levar a esperança até ao fim. mesmo com todas as inevitabilidades...

rezo. com o mundo. fique em paz.

este ano...


fotografia de Tomás Pimenta da Gama, "roubei-lhe"! ;)
é alguém que o marcou por lá.


...gostava mesmo era de ir a cabo verde!!

cheiro de verão

hoje cheirou-me a verão, literalmente. é cheiro que me faz lembrar do mar, mesmo que não seja o cheiro dele. da marginal azul. cheiro de vento parado e calor. cheiro do sol que demora nas ruas feitas das cores que cheiram a verão. é cheiro do céu colorido devagar. e calor. e mar. e mar. cheirou-me ao barulho das ondas. aquele da praia ainda vazia de primavera. a primavera vazia que cheira a verão e sol. aqueles alpendres amarelos torrados do fim da tarde que não sei se existem, mas são verão. voltou o cheiro do verão. (mesmo que os senhores do telejornal agoirem chuva para amanha!....:) eles sabem la o que dizem: uns energúmenos, como dizia o eduardo repetidamente nas suas aulas de código...)

30.3.05

Ámen

Aprende todas as regras, para saberes
como infringi-las correctamente.

Dalai Lama

28.3.05

imobilidade



ama e não procurarás
pára para viver,
e cega se tudo queres ver

amar é descanso de busca

deixa de pensar e acredita
desprende-te de ti
e assim te encontrarás

amar é descanso de busca.

Anna Hatherly

26.3.05

sabe bem voltar-te a ver

ontem foi assim um verdadeiro "sabe bem voltar-te a ver", mesmo que no vasco da gama e entre comboios que são rápidos e nós com pressa para o almoço de familía da jana, mesmo que no meio da cidade estranha ao teu redor porque tu pertences ao verde que também é nosso e dos nossos sonhos, guida. dar um abraço a um amigo que não se vê há tanto tempo é um oásis... que procuramos e corremos e encontramos com todas as nossas forças, porque precisamos disso para viver. é o tempo a esvaziar-se na pressa de existirmos. o tempo a não existir contra o tempo que voa sobre nós. tenho descoberto que pelos amigos não há tempo nem pressas nem sono nem preguiça nem falta de forças que existam em nós. como as marés e as correntes que se encontram lá ao fundo, ainda que seja através delas que o vento sopre ao contrário. "sabe bem voltar-te a ver", não podia ser de outra pessoa.

25.3.05

Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa na nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade da nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso.

Antoine de Saint-Exupéry

palminhas!!

e foi bom o palma, claro. já tinha saudades daquela eloquência em palco, ou só de o ouvir a falar, divagar, rir, ser, palma. tinha saudades do palma! ele é assim, da-nos arrepios e emoçoes e vontades que não acabam. dá-nos sedes e pressas e "verões de 3 meses pela frente" como dizia o David Mourão Ferreira. palma é palma, de chegar atrasado com ar de quem vem de um inter-rail ou coisa parecida, meio timido meio em casa meio palma, meio amigo meio genio nas palavras, nas músicas. ouvi-lo é sempre cair no interior da melodia e percorrer-nos, ir ao fundo e voltar em viagens de instantes como nos sonhos, no meio de qualquer lugar, seja numa fnac ou seja o teatro mais intimista. (se quiserem uma melhor descrição da essencia do palma leiam o texto da contra-capa do livro dele que foi lançado,"na terra dos sonhos", organização de João Carlos Callixto e Jorge Palma, edições quasi, como não podia deixar de ser.)

enfim... o palma é um modesto: disse que não é um poeta!

23.3.05

Piada Ribeirinha II

Havia um homem tão pequeno, tão pequeno, mas tão pequeno...
que em vez de andar de metro...andava de milimetro..... eheh!